Conselho aprova institucionalização dos campi

10/07/2015 20:09

Os campi da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) em Araranguá, Blumenau, Curitibanos e Joinville foram oficialmente contemplados no Regimento Geral da instituição. A inserção imediata das novas unidades foi tomada com apenas três votos contrários, na tarde de sexta-feira, 10 de julho, em sessão especial do Conselho Universitário (CUn), com a aprovação do relatório da conselheira e diretora do Centro de Ciências Biológica (CCB), Sônia Gonçalves.

Simultaneamente, foi criado um grupo de trabalho que inclui os diretores gerais dos campi e dois representantes da sede, com objetivo de uniformizar as possíveis alterações e ajustes no Regimento, Estatuto e Resoluções, cujos dispositivos estejam diretamente vinculados à institucionalização das novas unidades. No período de transição, a atual estrutura administrativa dos campi será mantida.

A incorporação dos campi na forma de “unidades universitárias”, conforme o parecer da relatora, passou em 2013 por uma “série de discussões sobre possíveis estratégias para a institucionalização dos campi”. O Grupo de Trabalho para a Institucionalização dos Campi (GTIC) foi criado e elaborou um documento contendo duas propostas. A primeira delas prevê a ocorrência desse processo de institucionalização dos campi da UFSC em duas etapas complementares, iniciando pela criação dos centros e departamentos. A segunda proposta, a pronta institucionalização dos campi fora de sede como campi com centros e departamentos.

De acordo com a conselheira Sônia, “é nosso entendimento, salvo melhor juízo, que há consenso entre as duas propostas no tocante à oficialização quanto à formalização dos centros de ensino e departamentos, uma vez que as duas propostas apresentam no seu desenho estrutural a entidade de Centro(s) e Departamento(s)”.

Assim, o relatório sugeriu a oficialização imediata das unidades universitárias (centros de ensino) e departamentos. “No entanto, é imprescindível que tal decisão venha simultaneamente acompanhada de encaminhamentos subsequentes, que firmemente assegurem a continuidade desse processo de institucionalização dos campi, mediante o estabelecimento e o cumprimento de cronogramas de atividades e prazo para a finalização dos trabalhos, recomendável não ser superior a seis meses.”

A sugestão acatada pelo CUn foi “a formação de um grupo de trabalho que envolva a participação de representantes que atuem como agentes ‘aglutinadores e uniformizadores’ de propostas e/ou ajustes de princípios, que contemplem as especificidades dos campi, pautando-se em uma metodologia de trabalho definida e que possibilite uma uniformização das questões em aberto e relacionadas aos campi”.

Histórico

Os campi da UFSC em Araranguá, Curitibanos e Joinville foram criados em 2008, pelas resoluções 027/CUn/2008, 026/CUn/2008 e 025/Cun/2008, respectivamente; o de Blumenau, em 2013, pela resolução 019/CUn/2013 – entretanto, nunca foram formalmente incluídos na estrutura organizacional da Universidade. De acordo com a exposição de motivos da reitora Roselane Neckel, após várias discussões, “concluiu-se que a UFSC não deveria ter uma estrutura diferenciada em seus campi (sede ou avançada), e que, para tanto, os campi deveriam ser organizados em unidades universitárias – conforme estabelecido no artigo 6º do Estatuto da UFSC”.

Segundo o relatório da professora Sônia, a “solução já fora indicada pelo conselheiro Edison da Rosa, nos pareceres nº 32/CUn/2008, 31/CUn/2008 e 30/CUn/2008, aprovados por este Conselho e referentes à criação dos campi em Araranguá, Curitibanos e Joinville”. Nos relatos, ele ressaltava que, além das atividades administrativas usuais das unidades universitárias, nos campi fora da sede devem ser executadas atividades tipicamente realizadas pela Reitoria no campus sede, propondo a criação de uma secretaria administrativa para cada um deles.

O  CUn irá realizar uma sessão especial, com a finalidade única de revisar a proporcionalidade na representação, em sua composição, de alunos e servidores técnico-administrativos em Educação. A adição das novas unidades irá ampliar o número de docentes no CUn, como foi notado pelo então representante discente, Giovanny Simon, em fevereiro de 2014, gerando uma desproporção na representatividade.

Caetano Machado/Jornalista/Agecom/UFSC

Informações sobre novos cursos de Medicina e aluguel de prédio em Araranguá

12/05/2015 18:13

Em resposta à nota “UFSC engaveta plano de expansão no sul”, publicada na coluna Visor do Diário Catarinense em 11 de maio de 2015, informamos que o anúncio de que o novo curso de Medicina da UFSC em Araranguá não será instalado em 2016 contraria previsões anteriores da Universidade, mas que isso se deve a fatores externos. Para a criação dos cursos de Medicina em Araranguá e Curitibanos são necessários novos códigos de vagas para docentes (60 por curso) e para servidores técnico-administrativos em Educação (30 por curso). Essas vagas foram pactuadas junto ao Ministério da Educação em setembro de 2014, mas os códigos para fins de realização de concursos públicos ainda não foram liberados.

          A UFSC trabalha desde o início de 2014 para criar os novos cursos de Medicina em Araranguá e em Curitibanos. Para isso, designou uma comissão multicampi (com membros dos campi de Florianópolis, Araranguá e Curitibanos) que se reúne semanalmente. Quatro dimensões têm sido trabalhadas pela comissão:


1. Dimensão “Infraestrutura”

            Existe um conjunto de especificações de salas e laboratórios recomendado pelo Ministério da Educação e que engloba cerca de 1.800 metros quadrados. Há a previsão de salas de pequenos e grandes grupos, biblioteca, laboratórios e área administrativa. A UFSC vem fazendo vários esforços no sentido de adequar suas instalações às demandas do novo projeto de curso, de modo a integrá-lo aos demais cursos existentes no campus, em condições adequadas de infraestrutura.


2. Dimensão “Projeto-Pedagógico do Curso”

            Este projeto é bastante inovador, alinhado com os objetivos do programa Mais Médicos, que necessita de um egresso autônomo e muito bem qualificado. Pretendemos formar médicos de excelente qualidade (com parâmetros bastante altos e completos, com conhecimentos, habilidades e competências definidas pelo Revalida) e com métodos ativos (aprendizagem baseada em problemas). Este projeto inicial estará pronto até o início do mês de agosto, a fim de ser discutido com a rede de assistência no segundo semestre e com os professores que serão contratados a partir de 2016, quando se prevê a liberação de vagas de docentes por parte do Ministério da Educação.


3. Dimensão “Corpo Docente”

            O corpo docente já está sendo mapeado, com as características desejáveis como modelares aos estudantes. Eles deverão ser, inicialmente, das áreas de Medicina de Família e Comunidade e das grandes especialidades médicas (Pediatria, Ginecologia, Clínica Médica, Clínica Cirúrgica, Saúde Coletiva e Psiquiatria). Pelo ineditismo do método, há a necessidade de treinamento dos professores e de construção do material didático; espera-se a liberação das vagas pelo Ministério da Educação no primeiro semestre de 2016 e o treinamento no segundo semestre.


4. Dimensão “Relação com a Rede”

            Já houve contato com os prefeitos e secretários de Saúde de Araranguá e região, com mapeamento da rede básica de saúde e suas particulares. É extremamente interessante a maior variedade possível de cenários de prática (de alta complexidade hospitalar a unidades de saúde rurais). Este curso, pelos objetivos do programa Mais Médicos, deve priorizar o atendimento da rede básica, já pactuada com a UFSC.

 

A dívida com a Unisul

            O contrato de locação do espaço em Araranguá foi firmado entre UFSC e Unisul em 2012. Quando da emissão da nota de empenho com o valor correspondente às despesas a serem quitadas, não foi possível o registro no Sicaf (Sistema de Cadastramento Unificado de Fornecedores) porque a Unisul encontrava-se inadimplente com suas obrigações fiscais; assim, a UFSC, como órgão público, estava legalmente impedida de transferir esses valores. 

            Com a adesão ao Profies 2, em outubro de 2014, a Unisul renegociou suas dívidas e, em 10 de março deste ano, em ofício endereçado à Reitoria da UFSC, solicitou a quitação dos débitos anteriores “não honrados por ausência das comprovações fiscais da Fundação Unisul”. Junto ao ofício, encaminhou planilha que está sendo analisada pela Pró-Reitoria de Administração (Proad) da UFSC. A Proad, por sua vez, solicitou informações e memórias de cálculo quanto ao valor de aproximadamente R$ 1,93 milhões, relativos a serviços de vigilância, limpeza e energia elétrica correspondentes ao espaço ocupado pela UFSC, que utiliza 4.479  metros quadrados do total da área do prédio, de aproximadamente 10 mil metros quadrados, bem como as despesas de R$ 632.109,76, referentes a reformas e adequações prediais na área ocupada pela UFSC.

            A UFSC não nega em tempo algum o pagamento; aguarda apenas as informações requisitadas e a documentação comprobatória de regulação da Unisul perante o Fisco, para então quitar sua dívida.

Programa de Pós-Graduação em TICs inicia atividades em Araranguá

12/06/2014 09:37

A reitora Roselane Neckel, o chefe de Gabinete Carlos Antonio Oliveira Vieira e o pró-reitor adjunto de Pós-Graduação, Juarez Vieira do Nascimento, participaram da aula

Reitora Roselane Neckel participou da aula inaugural do programa de pós-graduação em TICs no campus UFSC em Araranguá. (Foto: Divulgação)

inaugural do Programa de Pós-Graduação em Tecnologias da Informação e Comunicação (PPGTIC) no campus de Araranguá na última segunda-feira (9). A Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES) aprovou o curso de mestrado no final de 2013. Doze alunos integram a primeira turma.

O coordenador do Programa, Roderval Marcelino, informa que a proposta foi aprovada pela CAPES na primeira tentativa e o primeiro processo seletivo foi muito concorrido. A primeira seleção, que é anual, contou com 103 candidatos para as 12 vagas. “O programa representa muito para o campus. Contribuirá diretamente para a fixação dos atuais professores e para a motivação da vinda de novos professores. Para a região, significa a oportunidade para muitas pessoas realizarem um mestrado público, gratuito e de qualidade sem precisar se deslocar para as capitais”, afirma.
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Conheça a nova diretora administrativa do campus da UFSC em Araranguá

09/05/2014 15:33

A comunidade acadêmica da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) em Araranguá recebe uma nova diretora administrativa, Samira Belettini Borges. Indicada ao cargo pela direção-geral do campus Araranguá, Borges tomou posse na terça-feira, 6 de maio, durante sessão extraordinária do Conselho Universitário (CUn).

Conheça a nova diretora administrativa:

Foto: Alessandro Nunes

Samira Belettini Borges

Servidora técnica-administrativa em Educação da UFSC desde abril de 2012, quando ingressou no cargo de secretária-executiva, Samira tem bacharelado em Secretariado Executivo e MBA em Secretariado e Assessoria Executiva. Desde que ingressou na Universidade, atua no gabinete da direção do campus de Araranguá. Com o cargo de direção, Samira recebe novas responsabilidades, focadas principalmente na gestão de compras, serviços e recursos humanos.

“O novo cargo agrega bastante às minhas atividades, pois agora passo a responder administrativamente pelo campus. A intenção é trabalhar juntamente com os diretores Geral e Acadêmico pela estruturação do campus”, aponta Samira.

VESTIBULAR UFSC 2014: orientações aos veículos de comunicação

13/12/2013 08:39

Com a realização do Vestibular UFSC/2014 a partir deste sábado, 14 de dezembro, a Comissão Permanente do Vestibular (Coperve) divulga algumas orientações para veículos de comunicação que cobrirão o evento.

A Coperve alerta que não haverá acesso de jornalistas aos locais de aplicação das provas e não será permitido fotografar ou gravar imagens dentro desses locais. O contato com os candidatos só poderá ser feito antes ou após os exames, que começam às 14h (com fechamento dos portões às 13h45min) e terminam às 18h.

O campus da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), em Florianópolis, é o local que congrega o maior número de candidatos. A quase totalidade das salas de aulas será usada para o concurso, sendo os prédios que mais concentram candidatos os do Centro Tecnológico (CTC) e o novo prédio do Espaço Físico Integrado (Bloco i), com 1.544 e  1.242 candidatos em cada um desses espaços, respectivamente.  Na capital, o segundo local de maior concentração de pessoas que farão as provas é o Instituto Estadual de Educação (IEE), com 2.636 candidatos.

As informações relativas ao andamento do concurso, como índice de abstenção, serão repassadas ao final da tarde, pelo presidente da Coperve, Olinto José Varela Furtado, e divulgadas pela Agência de Comunicação (Agecom) da Diretoria-Geral de Comunicação da UFSC. No caso de emissoras de TV que pretendam realizar transmissões ao vivo, o local sugerido é a Praça da Cidadania, em frente à Reitoria da UFSC.
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UFSC desenvolve ações para promover acessibilidade aos estudantes

23/09/2013 12:34

A Coordenadoria de Acessibilidade Estudantil (CAE) da Pró-Reitoria de Graduação da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) foi instituída no mês de agosto. A equipe, formada por duas pedagogas, uma fonoaudióloga e uma psicóloga educacional, atende estudantes e presta assessoria aos cursos de graduação e de pós-graduação da Universidade. O grupo propõe reuniões semestrais com coordenadores de cursos e com professores das disciplinas em que os alunos atendidos estão matriculados para planejamento de estratégias pedagógicas.

Além disso, o setor ministra cursos para docentes por meio do Programa de Formação Continuada (Profor) e, atualmente, trabalha na formulação de diretrizes de trabalho e na construção da política de acessibilidade da Universidade, com base na Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência (http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Constituicao/Congresso/DLG/DLG-186-2008.htm) e em legislações nacionais.

“O trabalho da Coordenadoria tem foco na eliminação das barreiras do contexto, que podem ser as referências visuais para um estudante com deficiência visual, por exemplo. Trabalhamos para criar condições igualitárias de acesso ao conhecimento. O aluno pode ter condições diferentes, mas a ideia é que tenha as mesmas oportunidades dos outros alunos”, esclarece a coordenadora Patrícia Muccini Schappo.

Sete bolsistas auxiliam os alunos com deficiência na organização dos estudos. Cinco deles participam de estágio não obrigatório e dois integram o projeto Núcleo de Acessibilidade da UFSC, contemplado pelo edital do Programa de Bolsas de Extensão (Probolsas) da Pró-Reitoria de Extensão desde 2011. Os bolsistas são acompanhados e supervisionados pela CAE.

Patrícia Schappo explica que são avaliadas as particularidades de cada caso, como o tipo de deficiência e as demandas dos cursos. “O bolsista transcritor auxilia nos registros das aulas. Já o bolsista descritor é indicado para alunos com deficiência visual. Ele descreve todo o material que é apresentado de forma visual, como os slides de uma aula”, diz.

Mapeamento

A CAE fez o mapeamento dos estudantes com deficiência com o auxílio da Superintendência de Governança Eletrônica e Tecnologia da Informação e Comunicação (SeTIC) por meio do Sistema de Controle Acadêmico da Graduação (CAGR). O levantamento, realizado no primeiro semestre letivo deste ano, apurou que 111 alunos de graduação e 10 de pós-graduação dos campi de Araranguá, Curitibanos, Joinville e Florianópolis se enquadram nesse perfil. Deficiência visual, deficiência auditiva, surdez, surdocegueira, transtorno do espectro autista, nanismo, deficiência física, mobilidade reduzida e deficiência intelectual foram características identificadas entre os alunos.

Antes da criação da CAE, o trabalho com foco na acessibilidade dos estudantes era organizado de outra forma. No final de 2010, o Comitê de Acessibilidade, composto por servidores técnicos e docentes, foi formalizado. Em outubro de 2012, criou-se o Núcleo de Acessibilidade, uma exigência do Governo Federal. O Programa Incluir, do Ministério da Educação (MEC), propõe ações para garantir o acesso de pessoas com deficiência às instituições federais de ensino superior. Até o ano passado, as universidades concorriam aos recursos destinados à criação dos núcleos por meio de seleção. Em 2013, a política de editais foi extinta e o MEC passou a encaminhar recursos às instituições que têm alunos com deficiência matriculados.

“A diferença entre o Núcleo e a Coordenadoria é a organização institucional. Durante muito tempo foram desenvolvidas ações isoladas na Universidade. Havia um grupo de servidores nomeados por portaria que tinham carga horária de dez horas semanais para se dedicar a esse trabalho. O poder de ação era limitado e não tínhamos um espaço físico”, relembra a coordenadora Patrícia Muccini Schappo.

Parcerias

A CAE desenvolve parcerias internas com Subcomitê de Acessibilidade – grupo que desenvolve um estudo avaliativo sobre as condições de acessibilidade nos campi da UFSC –, com o Núcleo de Fonoaudiologia do Hospital Universitário (HU) e com a Biblioteca Universitária (BU). Há também uma parceria externa, com a Associação Catarinense para Integração do Cego (ACIC).

A BU possui o Ambiente de Acessibilidade Informacional (AAI), através do qual é possível produzir material acessível em diferentes formatos. Lupa, tablet, webcam, sistema FM de comunicação sem fio – artifício que aumenta a qualidade do áudio – mouse adaptado para pessoas com deficiência na motricidade fina e outras tecnologias assistivas estão disponíveis para empréstimo. O ambiente para estudo está localizado no piso térreo da Biblioteca.

“O AAI possibilita a socialização da informação. A cada dia, aumenta a demanda para produção de material acessível para os nossos alunos. Temos acervo em braile, acervo digital, materiais em áudio, textos com fonte maior para alunos com baixa visão. Disponibilizamos também scanner e softwares específicos para leitura”, comenta a diretora da BU, Dirce Maris Nunes da Silva.

De acordo com Clarissa Pereira, auxiliar de biblioteca que trabalha no AAI há quase dois anos, o AAI iniciou como projeto em 2006. Em outubro de 2011 começaram as atividades regulares. Atualmente, 24 alunos são atendidos de forma individualizada. “O AAI atende principalmente alunos com deficiências visuais diversas e com paralisia. Porém, também temos vinculados ao ambiente alunos com Síndrome de Irlen e dislexia que também necessitam de adaptações em seu material de aula. O tipo de material mais utilizado pelos alunos do AAI é a adaptação para alunos cegos, surdocegos e com baixa visão. O aluno com qualquer deficiência quanto ao acesso à informação pode se vincular ao AAI”, explica.

“Um aluno com paralisia cerebral pode utilizar um mouse adaptado e a colmeia, que é uma placa de acrílico acoplada ao teclado na qual há uma perfuração em cada tecla, para que o aluno introduza o dedo para teclar. Essa tecnologia bloqueia o descontrole motor. Todo o material disponibilizado pelos professores nas disciplinas vai para o

Colmeia e mouse adaptado disponíveis no AAI da BU
Foto: Gabriela Dequech – AI/GR

AAI para que seja produzido em formato acessível. Tudo que é produzido fica no acervo da BU. Assim, o material que um aluno utiliza neste semestre poderá ser utilizado por outro aluno no próximo”, informa Patrícia.

A CAE solicitou à SeTIC modificações nos sites da UFSC para que sejam acessíveis às pessoas com deficiências sensoriais. Por meio do uso de ferramentas que analisam a acessibilidade de sites, foram desenvolvidos relatórios, que serviram de base para algumas alterações.

“Fizemos adaptações técnicas nos campos do HTML para que os softwares usados pelas pessoas com deficiência visual tenham maior compatibilidade com as páginas da UFSC. Há cerca de três semanas disponibilizamos uma versão já com as pendências solucionadas. Estamos trabalhando para desenvolver um novo layout para os sites da Universidade, e levaremos em conta a acessibilidade”, explica o coordenador de Data Center e Serviços da SeTIC, Guilherme Arthur Gerônimo.

A equipe trabalha em conjunto com os bolsistas para criar uma página institucional da CAE com a proposta de esclarecer dúvidas e divulgar informações sobre o trabalho que desempenha. A previsão é de que o site esteja em funcionamento até o final do mês de outubro. “Optamos pelo blog por ser um formato interativo”, esclarece Patrícia.

Desafios

Esclarecer para a comunidade da UFSC o que é acessibilidade é uma das principais dificuldades enfrentadas pela equipe. De acordo com Patrícia, o desafio é mexer na estrutura, pois a maioria dos setores não possui espaço físico adequado para pessoas com deficiência. “Propor mudanças nem sempre é fácil, ainda mais se o conceito de acessibilidade não está claro. Muitos veem deficiência como incapacidade; nós vemos como uma condição humana. Ainda se confunde acessibilidade com assistencialismo, com concessão de privilégios. Precisamos esclarecer que acessibilidade é criar condições de acesso e eliminar barreiras”, diz.

A UFSC apresenta carência de intérpretes de nível superior da língua brasileira de sinais (Libras). A instituição conta com sete profissionais. A Administração Central busca soluções junto ao MEC para a contratação de intérpretes. “Seria importante termos intérpretes de Libras trabalhando em conjunto com a CAE. A equipe está em construção e precisa de um assistente em Administração que ajude a cumprir com os trâmites institucionais. Estamos sempre atendendo alunos, professores e familiares e nem sempre damos conta das exigências burocráticas”, comenta a coordenadora.

Os campi de Araranguá, Curitibanos e Joinville são assessorados pelo CAE. Ainda não há núcleos de acessibilidade nesses campi. Uma assistente social em Araranguá e uma assistente social e um técnico em assuntos educacionais em Curitibanos atuam como agentes cooperativos de acessibilidade. “Foram realizadas reuniões técnicas para apresentar a Coordenadoria e solicitar profissionais para atuar em conjunto nos campi”, explica Patrícia. Os membros da CAE ainda não visitaram o campus de Joinville, mas a previsão é de que a visita aconteça ainda neste ano.

Além de trabalhar com alunos da graduação e da pós-graduação, a CAE dá suporte ao Colégio de Aplicação e ao Núcleo de Desenvolvimento Infantil (NDI) da UFSC. A coordenadora relata a dificuldade de estruturar a acessibilidade no ensino superior. “Cada profissional da equipe está desenhando suas atribuições. Não há um modelo como há na educação básica. Tentamos contato com setores de acessibilidade de outras universidades, mas percebemos que estão todos em fase de implantação ou voltados para uma deficiência em especial”, pontua.

Mais informações podem ser obtidas pelo telefone (48) 3721-4648 ou pelo e-mail acessibilidade@contato.ufsc.br.

Bruna Bertoldi Gonçalves
(48) 3721-9319 / bruna.bertoldi@ufsc.br
Assessoria de Imprensa do Gabinete da Reitoria / UFSC

UFSC já deu posse a 151 novos professores em 2013

04/09/2013 18:59

A Administração Central recepcionou os novos servidores da UFSC de 2013 em um evento no último 23 de agosto. Foto: Wagner Behr/Agecom/UFSC

O último concurso para a contratação de professores realizado pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) está próximo de ser totalmente concluído. O edital oferecia 205 vagas para diversas áreas nos quatro campi da instituição. Até esta quarta-feira, dia 4, a UFSC nomeou 180 candidatos, dos quais 151 tomaram posse. A nomeação dos novos professores aconteceu antes do início do semestre para a maioria dos cursos, com exceção de 27 vagas ofertadas que não foram preenchidas pois não tiveram nenhum candidato aprovado.

Uma força-tarefa foi constituída para agilizar as contratações, envolvendo a Pró-Reitoria de Graduação (Prograd) e os departamentos de Desenvolvimento de Pessoal (DDP) e de Atenção à Saúde (DAS) da Secretaria de Gestão de Pessoas (Segesp). Além disso, houve um esforço dos centros de ensino e dos departamentos, que remanejaram professores até que todos os novos possam assumir seus cargos.

Apesar disso, o segundo semestre de 2013 começou com defasagem de professores em alguns centros de ensino. A carência de docentes hoje se atribui aos processos seletivos não finalizados, aos trâmites legais de nomeação, posse e entrada em exercício – uma vez que os candidatos nomeados têm trinta dias para tomar posse e mais quinze dias para entrar em exercício – e à falta de candidatos aprovados. A administração afirma que essa falta de docentes é temporária e anuncia que um novo concurso para o magistério na UFSC deve ser aberto ainda neste ano.

Legislação

O lançamento do Edital nº08/DDP/2013, que previa a contratação dos 205 novos docentes, coincidiu com a aprovação da Leinº 12.772/2012, que alterou as regras de contratação e o plano de carreira para os cargos de magistério federal. A nova lei abriu oportunidades para professores ingressarem nas universidades mesmo sem mestrado ou doutorado. O edital foi alterado para contemplar a nova legislação e gerou um acréscimo no número de inscritos, que chegou a quase seis mil. As etapas do processo seletivo foram planejadas para atender aos milhares de candidatos; no entanto, cerca de 80% não compareceram para fazer as provas.

“Com essa quebra de logística tivemos que replanejar todos os processos – diárias dos participantes das bancas, gravações em vídeo das apresentações na prova prática, entre outros ajustes. Esperávamos um concurso muito maior, o que gerou um grande retrabalho”, informa Fernando Luz Carvalho, da Coordenadoria de Admissões, Concursos Públicos e Contratação Temporária.

Cronograma

O diretor do Departamento de Ensino (DEN) da Prograd, Adir Valdemar Garcia, explica que o processo de contratação de docentes costuma ser mais demorado. “São várias etapas, que incluem prova escrita dissertativa, prova didática, pareceres, recursos. Em média, o processo leva cerca de 30 dias. Quando é nomeado, o candidato ainda tem o prazo legal de 45 dias para começar a trabalhar”, detalha Garcia.

A diretora do Departamento de Desenvolvimento de Pessoas (DDP) Bernadete Quadro Duarte complementa que, com todas as alterações de cronograma, fez-se uma previsão otimista para que as nomeações começassem até 15 de agosto. No entanto, foi possível vencer esse prazo e começar a nomear professores em meados de julho. Duarte atribui esse êxito ao esforço continuado da equipe.

“Estamos com todo o processo do edital quase finalizado. O volume de trabalho tem sido muito maior do que esperávamos. A área de atenção à saúde, responsável pelos exames admissionais, trabalhou em regime de plantão. Passamos a dar posse aos novos servidores todos os dias. O nosso concurso coincidiu com processos seletivos de outras universidades, então tivemos dificuldades para formar bancas. Foram 668 pessoas participantes das bancas, uma logística complexa. Esse esforço de todos os setores refletiu muito na agilidade do processo de inclusão desses novos docentes em sala de aula”, explica a diretora.

A diretoria esclarece que a Universidade não conseguiu nomear os docentes mais rápido devido aos trâmites e à quantidade elevada de recursos. “São muitos os processos quando se entra com recurso, e isso nos atrasou muito”, complementa.

Outros campi

Os campi de Araranguá, Curitibanos e Joinville, que também participaram do processo seletivo, enfrentaram dificuldades com o cronograma. Araranguá foi o primeiro campus a finalizar os processos seletivos. Os demais campi tiveram o início do semestre adiado para o dia 2 de setembro.

“Houve muitos recursos, principalmente nas vagas de Joinville”, justifica a diretora do DDP. O campus de Joinville, segundo maior da UFSC, tinha o maior déficit de professores e terá 25 áreas contempladas com novos docentes.

Defasagem histórica

O diretor do DEN acredita que diversos fatores podem estar contribuindo para as muitas vagas de docência disponíveis. Garcia complementa que mais vagas surgirão, uma vez que o Ministério da Educação, que havia permitido a contratação de professores temporários do Reuni (Programa de Apoio a Planos de Reestruturação e Expansão das Universidades Federais), declarou não renovar os contratos desses profissionais. “Perdemos 150 vagas de professores temporários. Estamos em uma defasagem histórica”, acrescenta.

Salézio Schmitz Junior, coordenador de Admissões, Concursos Públicos e Contratação Temporária, lembra que o acréscimo no número de aposentadorias na UFSC também contribui para aumentar a oferta de vagas. “As pessoas que entraram na década de 1980 estão se aposentando agora, tanto os professores como os servidores técnico-administrativos em Educação (TAEs). A perspectiva de renovação nos próximos anos é de 50% do quadro da UFSC – hoje formado por cerca de 3,1 mil TAEs e 2 mil professores”, justifica.

Mais informações:

Departamento de Desenvolvimento de Pessoas

Departamento de Ensino

 

Mayra Cajueiro Warren
Assessoria de Imprensa do Gabinete da Reitoria
imprensa.gr@contato.ufsc.br / mayra.cajueiro@ufsc.br
(48) 3721-4558

Projeto prevê abertura de graduação em Medicina no Campus Araranguá

24/06/2013 10:08

Campus de Araranguá poderá contar com curso de Medicina a partir de 2016
Foto: Carla Costa/Agecom

A Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) foi incluída no Programa Mais Médicos/Plano de Expansão do Ensino Médico Fase II, elaborado pelo Ministério da Educação (MEC), que será apresentado para avaliação da presidenta Dilma Rousseff e do Ministério do Planejamento e Gestão. O programa prevê investimentos financeiros e de recursos humanos, além de um novo curso de Medicina em Araranguá para 2016.

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Recepção aos calouros de Araranguá e encontro da reitora com servidores do campus são destaques da TV UFSC

10/04/2013 20:12

Os novos alunos da UFSC no sul do Estado compareceram à cerimônia de recepção na última sexta-feira, dia 5 de abril, que contou com a participação da reitora Roselane Neckel. O Campus de Araranguá oferece os cursos de Engenharia de Energia, Engenharia de Computação, Tecnologia da Informação, Tecnologia da Comunicação e Fisioterapia.

Assista à reportagem da TV UFSC: Universidade Já – Recepção aos calouros em Araranguá 

A reitora Roselane Neckel participou de um encontro com professores e técnico- administrativos em Educação do Campus de Araranguá realizado na sexta-feira, dia 5 de abril. As expectativas do campus e as demandas dos trabalhadores estiveram em pauta no evento.

Assista à reportagem da TV UFSC: Universidade Já – Encontro com professores e técnico-administrativos em Educação do Campus Araranguá