Conselho aprova institucionalização dos campi

10/07/2015 20:09

Os campi da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) em Araranguá, Blumenau, Curitibanos e Joinville foram oficialmente contemplados no Regimento Geral da instituição. A inserção imediata das novas unidades foi tomada com apenas três votos contrários, na tarde de sexta-feira, 10 de julho, em sessão especial do Conselho Universitário (CUn), com a aprovação do relatório da conselheira e diretora do Centro de Ciências Biológica (CCB), Sônia Gonçalves.

Simultaneamente, foi criado um grupo de trabalho que inclui os diretores gerais dos campi e dois representantes da sede, com objetivo de uniformizar as possíveis alterações e ajustes no Regimento, Estatuto e Resoluções, cujos dispositivos estejam diretamente vinculados à institucionalização das novas unidades. No período de transição, a atual estrutura administrativa dos campi será mantida.

A incorporação dos campi na forma de “unidades universitárias”, conforme o parecer da relatora, passou em 2013 por uma “série de discussões sobre possíveis estratégias para a institucionalização dos campi”. O Grupo de Trabalho para a Institucionalização dos Campi (GTIC) foi criado e elaborou um documento contendo duas propostas. A primeira delas prevê a ocorrência desse processo de institucionalização dos campi da UFSC em duas etapas complementares, iniciando pela criação dos centros e departamentos. A segunda proposta, a pronta institucionalização dos campi fora de sede como campi com centros e departamentos.

De acordo com a conselheira Sônia, “é nosso entendimento, salvo melhor juízo, que há consenso entre as duas propostas no tocante à oficialização quanto à formalização dos centros de ensino e departamentos, uma vez que as duas propostas apresentam no seu desenho estrutural a entidade de Centro(s) e Departamento(s)”.

Assim, o relatório sugeriu a oficialização imediata das unidades universitárias (centros de ensino) e departamentos. “No entanto, é imprescindível que tal decisão venha simultaneamente acompanhada de encaminhamentos subsequentes, que firmemente assegurem a continuidade desse processo de institucionalização dos campi, mediante o estabelecimento e o cumprimento de cronogramas de atividades e prazo para a finalização dos trabalhos, recomendável não ser superior a seis meses.”

A sugestão acatada pelo CUn foi “a formação de um grupo de trabalho que envolva a participação de representantes que atuem como agentes ‘aglutinadores e uniformizadores’ de propostas e/ou ajustes de princípios, que contemplem as especificidades dos campi, pautando-se em uma metodologia de trabalho definida e que possibilite uma uniformização das questões em aberto e relacionadas aos campi”.

Histórico

Os campi da UFSC em Araranguá, Curitibanos e Joinville foram criados em 2008, pelas resoluções 027/CUn/2008, 026/CUn/2008 e 025/Cun/2008, respectivamente; o de Blumenau, em 2013, pela resolução 019/CUn/2013 – entretanto, nunca foram formalmente incluídos na estrutura organizacional da Universidade. De acordo com a exposição de motivos da reitora Roselane Neckel, após várias discussões, “concluiu-se que a UFSC não deveria ter uma estrutura diferenciada em seus campi (sede ou avançada), e que, para tanto, os campi deveriam ser organizados em unidades universitárias – conforme estabelecido no artigo 6º do Estatuto da UFSC”.

Segundo o relatório da professora Sônia, a “solução já fora indicada pelo conselheiro Edison da Rosa, nos pareceres nº 32/CUn/2008, 31/CUn/2008 e 30/CUn/2008, aprovados por este Conselho e referentes à criação dos campi em Araranguá, Curitibanos e Joinville”. Nos relatos, ele ressaltava que, além das atividades administrativas usuais das unidades universitárias, nos campi fora da sede devem ser executadas atividades tipicamente realizadas pela Reitoria no campus sede, propondo a criação de uma secretaria administrativa para cada um deles.

O  CUn irá realizar uma sessão especial, com a finalidade única de revisar a proporcionalidade na representação, em sua composição, de alunos e servidores técnico-administrativos em Educação. A adição das novas unidades irá ampliar o número de docentes no CUn, como foi notado pelo então representante discente, Giovanny Simon, em fevereiro de 2014, gerando uma desproporção na representatividade.

Caetano Machado/Jornalista/Agecom/UFSC

Informações sobre novos cursos de Medicina e aluguel de prédio em Araranguá

12/05/2015 18:13

Em resposta à nota “UFSC engaveta plano de expansão no sul”, publicada na coluna Visor do Diário Catarinense em 11 de maio de 2015, informamos que o anúncio de que o novo curso de Medicina da UFSC em Araranguá não será instalado em 2016 contraria previsões anteriores da Universidade, mas que isso se deve a fatores externos. Para a criação dos cursos de Medicina em Araranguá e Curitibanos são necessários novos códigos de vagas para docentes (60 por curso) e para servidores técnico-administrativos em Educação (30 por curso). Essas vagas foram pactuadas junto ao Ministério da Educação em setembro de 2014, mas os códigos para fins de realização de concursos públicos ainda não foram liberados.

          A UFSC trabalha desde o início de 2014 para criar os novos cursos de Medicina em Araranguá e em Curitibanos. Para isso, designou uma comissão multicampi (com membros dos campi de Florianópolis, Araranguá e Curitibanos) que se reúne semanalmente. Quatro dimensões têm sido trabalhadas pela comissão:


1. Dimensão “Infraestrutura”

            Existe um conjunto de especificações de salas e laboratórios recomendado pelo Ministério da Educação e que engloba cerca de 1.800 metros quadrados. Há a previsão de salas de pequenos e grandes grupos, biblioteca, laboratórios e área administrativa. A UFSC vem fazendo vários esforços no sentido de adequar suas instalações às demandas do novo projeto de curso, de modo a integrá-lo aos demais cursos existentes no campus, em condições adequadas de infraestrutura.


2. Dimensão “Projeto-Pedagógico do Curso”

            Este projeto é bastante inovador, alinhado com os objetivos do programa Mais Médicos, que necessita de um egresso autônomo e muito bem qualificado. Pretendemos formar médicos de excelente qualidade (com parâmetros bastante altos e completos, com conhecimentos, habilidades e competências definidas pelo Revalida) e com métodos ativos (aprendizagem baseada em problemas). Este projeto inicial estará pronto até o início do mês de agosto, a fim de ser discutido com a rede de assistência no segundo semestre e com os professores que serão contratados a partir de 2016, quando se prevê a liberação de vagas de docentes por parte do Ministério da Educação.


3. Dimensão “Corpo Docente”

            O corpo docente já está sendo mapeado, com as características desejáveis como modelares aos estudantes. Eles deverão ser, inicialmente, das áreas de Medicina de Família e Comunidade e das grandes especialidades médicas (Pediatria, Ginecologia, Clínica Médica, Clínica Cirúrgica, Saúde Coletiva e Psiquiatria). Pelo ineditismo do método, há a necessidade de treinamento dos professores e de construção do material didático; espera-se a liberação das vagas pelo Ministério da Educação no primeiro semestre de 2016 e o treinamento no segundo semestre.


4. Dimensão “Relação com a Rede”

            Já houve contato com os prefeitos e secretários de Saúde de Araranguá e região, com mapeamento da rede básica de saúde e suas particulares. É extremamente interessante a maior variedade possível de cenários de prática (de alta complexidade hospitalar a unidades de saúde rurais). Este curso, pelos objetivos do programa Mais Médicos, deve priorizar o atendimento da rede básica, já pactuada com a UFSC.

 

A dívida com a Unisul

            O contrato de locação do espaço em Araranguá foi firmado entre UFSC e Unisul em 2012. Quando da emissão da nota de empenho com o valor correspondente às despesas a serem quitadas, não foi possível o registro no Sicaf (Sistema de Cadastramento Unificado de Fornecedores) porque a Unisul encontrava-se inadimplente com suas obrigações fiscais; assim, a UFSC, como órgão público, estava legalmente impedida de transferir esses valores. 

            Com a adesão ao Profies 2, em outubro de 2014, a Unisul renegociou suas dívidas e, em 10 de março deste ano, em ofício endereçado à Reitoria da UFSC, solicitou a quitação dos débitos anteriores “não honrados por ausência das comprovações fiscais da Fundação Unisul”. Junto ao ofício, encaminhou planilha que está sendo analisada pela Pró-Reitoria de Administração (Proad) da UFSC. A Proad, por sua vez, solicitou informações e memórias de cálculo quanto ao valor de aproximadamente R$ 1,93 milhões, relativos a serviços de vigilância, limpeza e energia elétrica correspondentes ao espaço ocupado pela UFSC, que utiliza 4.479  metros quadrados do total da área do prédio, de aproximadamente 10 mil metros quadrados, bem como as despesas de R$ 632.109,76, referentes a reformas e adequações prediais na área ocupada pela UFSC.

            A UFSC não nega em tempo algum o pagamento; aguarda apenas as informações requisitadas e a documentação comprobatória de regulação da Unisul perante o Fisco, para então quitar sua dívida.

Campus Curitibanos começa 2015 com obras

30/01/2015 10:30

Aqueles que passam pelo campus da UFSC em Curitibanos neste início de ano podem perceber a movimentação dos canteiros de obras no local. Os trabalhos são para a construção do Bloco 2 de Salas de Aula e Laboratórios (CBS-02); para o cercamento do campus e para a reforma do Centro de Educação Profissionalizante (Cedup), que receberá os laboratórios de Anatomia Animal e de Patologia Veterinária. As obras começaram na primeira quinzena deste mês.

“Essas estruturas são importantes para o futuro do campus. Vamos ter a ampliação física, com o prédio CBS02, e a reforma do Cedup, oportunizando mais qualidade aos cursos. Há a nossa preocupação não só com a parte técnica e de infraestrutura, mas com a motivação para os próprios estudantes”, explica o diretor acadêmicodo Campus Curitibanos, Juliano Gil Nunes Wendt. De acordo com o diretor de Gestão Orçamentária da Pró-Reitoria de Planejamento (Proplan) da UFSC, Otávio Vanderlei Berlanda, as três obras contam com recursos do Programa de Apoio a Planos de Reestruturação e Expansão das Universidades Federais (Reuni), do Governo Federal.

Construção do Bloco CBS-02

A construção de mais de 9.000,00 m² deverá abrigar 29 laboratórios, 13 salas de aulas, 51 salas de professores, 14 salas técnicas, três salas de reuniões, um herbário, uma sala de

Imagem em 3D do projeto do Bloco CBS-02.

Imagem do projeto do Bloco CBS-02 elaborado pelo DPAE.

apoio, uma sala de bolsistas, um almoxarifado, uma sala de técnicos, uma sala do centro acadêmico, além deu ma central de autoclaves e quatro elevadores. A previsão é de que o Bloco CBS-02 esteja concluído até 26 de agosto de 2016. O espaço será utilizado pelos cursos de Engenharia Florestal, Agronomia e Medicina Veterinária.

O prazo para conclusão da obra, licitada por meio do Regime Diferenciado de Contratação (RDC), é de 600 dias. A modalidade de licitação foi implantada na Universidade em julho de 2013 e possibilita maior celeridade na contratação de obras e serviços de engenharia. De acordo com o diretor do Departamento de Fiscalização de Obras (DFO) da Universidade, Rodrigo Bossle Fagundes, o desconto obtido no processo licitatório foi de cerca de 12%, com valor final de R$ 22.220.822,28.

O arquiteto da UFSC, Evandro Machado Fernandes, informa que o projeto arquitetônico e os complementares – proteção contra incêndio, paisagismo, impermeabilização, hidrossanitário, elétrico e de cabeamento, drenagem – foram feitos pelo do Departamento de Projetos de Arquitetura e Engenharia (DPAE) da Universidade. “Apenas o projeto estrutural foi contratado por licitação, para atender os prazos”, explica.

A coordenadora de fiscalização de obras da UFSC, Ligia Pauline Mesquita, ressalta que as atividades dependem das condições climáticas. “Em Curitibanos, são comuns os temporais no final da tarde. Às vezes, cai uma chuva e a máquina fica uns três dias parada, até o solo firmar de novo. A equipe já começou a parte de terraplanagem, de movimentação de terra. Na sequência, vem a parte da escavação para iniciar a fundação. É uma obra longa, extensa, mas o cronograma está bem dimensionado”, avalia.

O Bloco 2 será o terceiro prédio do campus e o segundo localizado na sede, e vem no rastro de outras obras. “O primeiro prédio foi feito em duas etapas; é um bloco de salas de aula, laboratórios e salas de professores já pronto. Depois, foi a obra do anel viário, a subestação e, na sequência, o galpão de produção vegetal, que está sendo concluído e está localizado na Fazenda Experimental”, explica Bossle. As obras citadas foram concluídas em 2010, juntamente com a finalização das infraestruturas elétrica e de telecomunicações do campus.
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Nota Oficial – Estrutura do Curso de Medicina Veterinária e do Campus Curitibanos da UFSC

15/09/2014 16:04

A Administração Central da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) esteve reunida, na última segunda-feira, dia 8, com a direção do Campus Curitibanos da UFSC, a coordenação do curso e representantes do Centro Acadêmico de Medicina Veterinária. O objetivo da reunião foi discutir encaminhamentos para o curso, sua realidade atual e perspectivas a curto e médio prazo. Durante a reunião, ficou acordado que um Grupo de Trabalho (GT) será constituído para encaminhar ações emergenciais que viabilizem as disciplinas práticas relacionadas à clínica e cirurgia para os alunos das 5ª, 6ª e 7ª fases do curso.

A Pró-Reitoria de Graduação (PROGRAD) recebeu duas propostas, disponíveis no Processo nº 23080.042465/2014-02, após decisão do Colegiado do Curso de Medicina Veterinária, visando à resolução de questões estruturais do curso. Uma das propostas era favorável a que o curso adotasse estrutura multicampi, com aulas sendo realizadas também em Florianópolis; a outra defendia que o curso permanecesse em Curitibanos. A partir do recebimento das propostas, a Administração Central emitiu seu parecer, posicionando-se a favor da permanência do curso em Curitibanos.

Participaram da reunião as reitoras Roselane Neckel e Lúcia Helena Marins Pacheco, o pró-reitor de Graduação (PROGRAD), Julian Borba, o pró-reitor de Planejamento e Orçamento (PROPLAN), Antônio Cezar Bornia, a pró-reitora adjunta da PROPLAN, Izabela Raquel, o diretor-geral do Campus Curitibanos, Leocir José Welter, o diretor acadêmico, Juliano Gil Nunes Wendt, o coordenador do curso de Medicina Veterinária, Erik Amazonas de Almeida, e representantes discentes.

O Campus Curitibanos foi criado em 2009, e o curso de Medicina Veterinária, em 2012, quando as demandas de infraestrutura do Campus foram consideradas no planejamento das atividades do Departamento de Projetos de Arquitetura e Engenharia (DPAE), vinculado à PROPLAN. Atualmente o Campus conta com um prédio de cerca de 5 mil metros quadrados, que abriga toda a estrutura dos três cursos oferecidos (Agronomia, Engenharia Florestal e Medicina Veterinária). Um segundo prédio com mais salas de aula e laboratórios deve ter sua construção iniciada até o início de 2015.

O Hospital Veterinário, importante estrutura de estudo para o curso de Medicina Veterinária, está em fase de elaboração dos projetos de arquitetura e engenharia, com uma empresa especializada. Os projetos deverão ser concluídos até o final de 2014 e suas aprovações junto aos órgãos competentes, no início de 2015. Assim, o Hospital terá condições de ser encaminhado para licitação da obra e sua construção será iniciada no próximo ano. A estrutura disponível para utilização dos alunos enquanto o Hospital não é concluído é o Centro de Educação Profissionalizante (CEDUP), liberado para uso da UFSC a partir de um convênio firmado com o Governo do Estado. As instalações, de cerca de 2 mil metros quadrados, estão sendo adaptadas para serem utilizadas como salas de aula e laboratórios já neste segundo semestre de 2014.

O posicionamento da Administração Central está fundamentado no compromisso com a interiorização da Universidade, com a democratização do acesso ao ensino superior, com o ensino público, gratuito e de qualidade, com o compromisso com a superação das desigualdades regionais do estado de Santa Catarina, e com uma concepção da UFSC como uma universidade verdadeiramente pública e compromissada com TODA a sociedade catarinense e brasileira.

Esperamos contar com o apoio da comunidade acadêmica do Campus, no sentido de buscarmos soluções aos problemas emergenciais, e que continuemos no compromisso com a consolidação de uma UFSC multicampi.

 

Administração Central

Universidade Federal de Santa Catarina

Conheça os novos pró-reitores de Graduação, Planejamento e Orçamento e Assuntos Estudantis

24/02/2014 12:29

Nesta segunda-feira, 24 de fevereiro, os novos pró-reitores de Graduação e de Assuntos Estudantis da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) tomarão posse. O pró-reitor de Planejamento e Orçamento será empossado na próxima semana, depois do Carnaval. Os profissionais que passam a integrar a estrutura da Administração Central substituem Beatriz Augusto de Paiva, Roselane Campos, Lauro Francisco Mattei e Lucia Helena Corrêa Lenzi. A cerimônia de posse será realizada no Sala dos Conselhos, no piso térreo da Reitoria, às 14h30.

Conheça o perfil dos novos pró-reitores:

Julian Borba, pró-reitor de Graduação

O novo pró-reitor de Graduação, Julian Borba, é formado em Administração pela UFSC, instituição na qual concluiu também o mestrado em Sociologia Política. O doutorado, na área de Ciência Política, foi finalizado na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). O professor desenvolve pesquisas sobre opinião pública e cultura política, eleições e participação política. Trabalha na Universidade desde 2005 e leciona no Curso de Graduação em Ciências Sociais – do qual foi coordenador entre 2009 e 2011 – e no Programa de Pós-Graduação em Sociologia Política.

Entre 2010 e 2011, Julian Borba fez estágio pós-doutoral no Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa, em Portugal. Em junho de 2012, assumiu a direção do Campus Curitibanos, cargo que exerceu durante um ano e oito meses. “O trabalho em Curitibanos foi uma rica experiência profissional, sobretudo pela possibilidade de conhecer e atuar em um campus em construção. Foi uma possibilidade de verificar os desafios da institucionalização de um modelo de universidade que é multicampi”, avalia. No local, são oferecidos os cursos de graduação em Agronomia, Ciências Rurais, Engenharia Florestal e Medicina Veterinária.

O professor acredita que a experiência como diretor do campus do Meio-Oeste contribuirá para o desempenho das atividades no novo cargo. “A expectativa é buscar soluções para os problemas estruturais que envolvem a atuação da Pró-Reitoria de Graduação, como a questão do futuro do Vestibular, o problema das vagas dos docentes e dos servidores técnico-administrativos, da institucionalização dos campi, do apoio pedagógico e outras tantas necessidades”, pontua.

Julian destaca, entre as principais ações desenvolvidas no campus de Curitibanos, a busca pela solução dos problemas de infraestrutura do local. “Em especial, das obras dos novos prédios que já estão sendo feitas ou estão em fase de licitação, da estruturação das áreas experimentais – Fazenda Experimental Agropecuária e Fazenda Experimental Florestal – e da revisão dos projetos pedagógicos dos cursos”, diz. Julian Borba tem 40 anos e é natural de Sombrio, cidade localizada na região Sul de Santa Catarina.

 

Denise Cord, pró-reitora de Assuntos Estudantis

Denise cursou graduação, mestrado e doutorado na UFSC e, em 1996, passou a integrar o corpo docente do Departamento de Psicologia. Sua área de atuação é a psicologia escolar, com foco em temáticas da escola e da educação, principalmente, nos ensinos fundamental e médio.

A psicóloga conta que prefere trabalhar com grupos e que já teve bastante experiência em escolas, ajudando professores e alunos a resolverem conflitos, auxiliando na inclusão de alunos e formando professores e psicólogos capazes de lidar com esses conflitos.

Questões que sempre foram prioridade na vida de Denise Cord são a inclusão e a permanência. “Esses assuntos sempre me mobilizaram muito desde que comecei a trabalhar com ensino fundamental e médio, e agora terei a oportunidade de contribuir para a sustentação dessas políticas no ensino superior”, afirma a futura pró-reitora.

A psicóloga, que já foi chefe do Departamento de Psicologia e estava exercendo a função de coordenadora do Curso de Graduação em Psicologia, acredita que a Universidade está passando por um momento de transformação, com uma perspectiva mais democrática e “uma pluralidade enorme”.

Outro fator que desperta curiosidade em Denise é a configuração cultural dos campi. “Atualmente temos estudantes de todos os cantos do Brasil, diversos intercambistas, licenciaturas indígenas… Quero contribuir para a atualização desse retrato na Universidade. Só assim saberemos todas as demandas dos estudantes”.

 

Maurício Petrucio, pró-reitor adjunto de Assuntos Estudantis

Prestes a completar oito anos de UFSC, o carioca Maurício Petrucio confessa que ficou surpreso e ao mesmo tempo lisonjeado com o convite para assumir a Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis.

Formado em Ciências Biológicas pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e com mestrado e doutorado na área de Ecologia, o biólogo começou a trabalhar na UFSC em 2006.

Ajudou a criar a Pós-Graduação em Ecologia e logo se tornou vice-coordenador do programa, passando ao cargo de coordenador em 2010. Há menos de três meses, atuava como chefe do Departamento de Ecologia e Zoologia.

O professor também coordena projetos voltados aos recursos hídricos e, desde que chegou em Florianópolis, seu local prioritário de trabalho tem sido a Lagoa do Peri.

Maurício Petrucio conta que em seus tempos de graduação comeu muito no “bandeijão” da sua universidade e que sabe da importância das políticas de permanência para os estudantes. Uma de suas inspirações, que ele espera levar como ideia para a PRAE, é o sistema de moradia estudantil da UFMG, que, apesar de não ser suficiente para todos os alunos, já é muito maior que o de grande parte das universidades que conheceu.

O biólogo acredita que o grande desafio da Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis é fazer com que as políticas de inclusão e permanência dos estudantes acompanhem o crescimento que a Universidade teve nos últimos anos.

 

Antonio Cezar Bornia, pró-reitor de Planejamento e Orçamento

O professor e pesquisador Antonio Cezar Bornia, que prefere ser chamado apenas de Cezar, será o novo pró-reitor de Planejamento e Orçamento a partir do próximo dia 25 de fevereiro. À frente da PROPLAN, ele espera colocar em prática a sua larga experiência em análise gerencial de custos. Além disso, acredita poder aplicar os conceitos que ensina para os estudantes do Departamento de Engenharia da Produção e Sistemas (DEPS) na alocação de recursos e no planejamento da UFSC.

Professor associado da UFSC desde 1992, Bornia concluiu sua graduação em Engenharia Mecânica, pela Universidade Federal do Paraná, em 1985. Completou o mestrado em 1988 e o doutorado em 1995, ambos na área de Engenharia da Produção, na UFSC. Na Universidade, atuou como professor do Departamento de Informática e Estatística e foi coordenador do Curso de Graduação em Engenharia da Produção. Atualmente, leciona as disciplinas de Análise Gerencial de Custos e Estatística em cursos de pós-graduação.

Bornia acredita que a sua área de expertise seja uma lacuna na gestão pública no Brasil. “É um problema nos órgãos públicos. Há o esforço de se prestar o serviço público, visando ao benefício que advém desse serviço, mas ainda há o custo, que geralmente fica em segundo plano. Como não temos recursos ilimitados, tudo o que se for fazer precisa ter seu custo analisado, além do benefício”, explica.

“Para planejar a alocação dos recursos, devem-se analisar os custos envolvidos; essa variável é inerente ao planejamento”, complementa Bornia. O professor publicou, em 2010, o livro “Análise Gerencial de Custos: Aplicação em Empresas Modernas”, que já está em sua terceira edição pela Editora Atlas.

Os primeiros desafios do novo gestor da PROPLAN será a elaboração do Plano de Desenvolvimento Institucional (PDI) e do Plano de Ocupação Físico-Ambiental. “Estes são os desafios principais. Temos que envolver a comunidade na condução dessas duas necessidades urgentes e imediatas”, salienta. “Espero poder continuar o bom trabalho dos pró-reitores anteriores e ouvir a comunidade para evoluir, solucionar os problemas coletivamente”, conclui Bornia.

 

Bruna Bertoldi Gonçalves, Gabriela Dequech, Mayra Cajueiro Warren – Diretoria-Geral de Comunicação / UFSC

Campus de Curitibanos: curso de Engenharia Florestal recebe máquina universal de testes

20/12/2013 07:43

Equipamento será instalado em 2014 no Laboratório de Tecnologia da Madeira, do curso de Engenharia Florestal. Foto: Juliano G.N.Wendt

O Campus Curitibanos recebeu nesta quinta-feira, 19 de dezembro, a máquina universal de testes, equipamento que será utilizado em pesquisa e nas disciplinas do Curso de Engenharia Florestal. Adquirida por R$ 181 mil, a máquina destina-se ao estudo sobre as propriedades de resistência e elasticidade de madeiras e derivados. O objetivo é controlar a qualidade desses produtos e identificar o potencial para utilização na construção civil e na indústria de móveis.

A máquina tem 3,20 m de altura, por 1,2 m de comprimento, 80 cm de profundidade e pesa 1,2 tonelada. O equipamento é dirigido por um sistema eletromecânico controlado por computador, com capacidade de suportar até 30 toneladas. Com ele será possível realizar ensaios de propriedades físicas e mecânicas de madeiras nativas e exóticas, além de derivados de madeira, como painéis compensados, MDP, MDF, vigas laminadas coladas entre outros.

O professor do curso de Engenharia Florestal, Juliano Wendt, explica que as dimensões fazem desta a maior máquina universal de testes do Brasil. Entre as instituições que possuem esse tipo de equipamento estão laboratórios de universidades, unidades de pesquisa, institutos federais, escolas técnicas e empresas, para testar materiais como madeira, concreto e ferro, entre outros.
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VESTIBULAR UFSC 2014: orientações aos veículos de comunicação

13/12/2013 08:39

Com a realização do Vestibular UFSC/2014 a partir deste sábado, 14 de dezembro, a Comissão Permanente do Vestibular (Coperve) divulga algumas orientações para veículos de comunicação que cobrirão o evento.

A Coperve alerta que não haverá acesso de jornalistas aos locais de aplicação das provas e não será permitido fotografar ou gravar imagens dentro desses locais. O contato com os candidatos só poderá ser feito antes ou após os exames, que começam às 14h (com fechamento dos portões às 13h45min) e terminam às 18h.

O campus da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), em Florianópolis, é o local que congrega o maior número de candidatos. A quase totalidade das salas de aulas será usada para o concurso, sendo os prédios que mais concentram candidatos os do Centro Tecnológico (CTC) e o novo prédio do Espaço Físico Integrado (Bloco i), com 1.544 e  1.242 candidatos em cada um desses espaços, respectivamente.  Na capital, o segundo local de maior concentração de pessoas que farão as provas é o Instituto Estadual de Educação (IEE), com 2.636 candidatos.

As informações relativas ao andamento do concurso, como índice de abstenção, serão repassadas ao final da tarde, pelo presidente da Coperve, Olinto José Varela Furtado, e divulgadas pela Agência de Comunicação (Agecom) da Diretoria-Geral de Comunicação da UFSC. No caso de emissoras de TV que pretendam realizar transmissões ao vivo, o local sugerido é a Praça da Cidadania, em frente à Reitoria da UFSC.
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EdUFSC promove o livro e a leitura em Curitibanos

29/10/2013 14:18

Da 12ª Semana de Ensino, Pesquisa e Extensão (Sepex), realizada de 23 a 26 de outubro no Campus de Florianópolis, a Editora da Universidade Federal de Santa Catarina (EdUFSC) rumou para o Planalto Serrano. A partir desta terça-feira, 29 de outubro, até 1º de novembro, a editora está com a sua feira na Semana do Livro e da Biblioteca do Campus da UFSC de Curitibanos. Todos os títulos próprios, incluindo os lançamentos e reedições, saem pela metade do preço.

Dentro da política de inclusão social e de incentivo à leitura, a promoção beneficia também os livros listados no vestibular: Últimos Sonetos, de Cruz e Sousa; e O detetive de Florianópolis, de Jair Hamms. Ao todo, está sendo disponibilizado à comunidade de Curitibanos 120 títulos e 800 livros, com destaque para a Coleção Didática.

Resultado da política de expansão e interiorização da universidade, o Campus de Curitibanos foi instalado para atender às necessidades locais, tomando, entre outros critérios, a vocação regional. As aulas iniciaram no 2º semestre de 2009 e a formação está centrada na área de Ciências Agrárias, que formou as primeiras turmas em agosto de 2012.

A participação da editora no Campus, não só reduz a distância física da UFSC, mas também possibilita compartilhar o conhecimento gerado pela comunidade acadêmica. A estratégia, segundo o diretor executivo Fábio Lopes, faz parte do programa de metas e ações da atual gestão. Os campi de Araranguá e de Joinville estão igualmente inseridos nesta política de integração institucional, adiantou o diretor.

Mais informações pelos telefones (48) 3721-9408 e 3721-9605.

Moacir Loth/Jornalista na Agecom /UFSC 

Campus de Curitibanos recebe nova conexão de internet

07/10/2013 17:10

A Superintendência de Governança Eletrônica e Tecnologia da Informação e Comunicação (SeTIC) comunica que no dia 3 de outubro foi ativada uma nova conexão de internet com o Campus de Curitibanos, aumentando a velocidade para 40 Mbps. Esta nova capacidade proporcionará melhor acesso à internet e serviços da UFSC pelo campus.

Este é o resultado de uma parceria entre a SeTIC e a Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Estado de Santa Catarina (Fapesc), apoiados pela Rede Nacional de Pesquisa (PoP-SC/RNP). Essa conexão é financiada pela Fapesc no projeto da Rede Catarinense de Ciência e Tecnologia (RCT).

Caso tenha dificuldade de realizar alguma operação nos serviços afetados, após a mudança, entre em contato com a SeTIC pelo telefone (48) 3721-6333 ou pelo site http://atendimento.setic.ufsc.br.

UFSC desenvolve ações para promover acessibilidade aos estudantes

23/09/2013 12:34

A Coordenadoria de Acessibilidade Estudantil (CAE) da Pró-Reitoria de Graduação da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) foi instituída no mês de agosto. A equipe, formada por duas pedagogas, uma fonoaudióloga e uma psicóloga educacional, atende estudantes e presta assessoria aos cursos de graduação e de pós-graduação da Universidade. O grupo propõe reuniões semestrais com coordenadores de cursos e com professores das disciplinas em que os alunos atendidos estão matriculados para planejamento de estratégias pedagógicas.

Além disso, o setor ministra cursos para docentes por meio do Programa de Formação Continuada (Profor) e, atualmente, trabalha na formulação de diretrizes de trabalho e na construção da política de acessibilidade da Universidade, com base na Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência (http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Constituicao/Congresso/DLG/DLG-186-2008.htm) e em legislações nacionais.

“O trabalho da Coordenadoria tem foco na eliminação das barreiras do contexto, que podem ser as referências visuais para um estudante com deficiência visual, por exemplo. Trabalhamos para criar condições igualitárias de acesso ao conhecimento. O aluno pode ter condições diferentes, mas a ideia é que tenha as mesmas oportunidades dos outros alunos”, esclarece a coordenadora Patrícia Muccini Schappo.

Sete bolsistas auxiliam os alunos com deficiência na organização dos estudos. Cinco deles participam de estágio não obrigatório e dois integram o projeto Núcleo de Acessibilidade da UFSC, contemplado pelo edital do Programa de Bolsas de Extensão (Probolsas) da Pró-Reitoria de Extensão desde 2011. Os bolsistas são acompanhados e supervisionados pela CAE.

Patrícia Schappo explica que são avaliadas as particularidades de cada caso, como o tipo de deficiência e as demandas dos cursos. “O bolsista transcritor auxilia nos registros das aulas. Já o bolsista descritor é indicado para alunos com deficiência visual. Ele descreve todo o material que é apresentado de forma visual, como os slides de uma aula”, diz.

Mapeamento

A CAE fez o mapeamento dos estudantes com deficiência com o auxílio da Superintendência de Governança Eletrônica e Tecnologia da Informação e Comunicação (SeTIC) por meio do Sistema de Controle Acadêmico da Graduação (CAGR). O levantamento, realizado no primeiro semestre letivo deste ano, apurou que 111 alunos de graduação e 10 de pós-graduação dos campi de Araranguá, Curitibanos, Joinville e Florianópolis se enquadram nesse perfil. Deficiência visual, deficiência auditiva, surdez, surdocegueira, transtorno do espectro autista, nanismo, deficiência física, mobilidade reduzida e deficiência intelectual foram características identificadas entre os alunos.

Antes da criação da CAE, o trabalho com foco na acessibilidade dos estudantes era organizado de outra forma. No final de 2010, o Comitê de Acessibilidade, composto por servidores técnicos e docentes, foi formalizado. Em outubro de 2012, criou-se o Núcleo de Acessibilidade, uma exigência do Governo Federal. O Programa Incluir, do Ministério da Educação (MEC), propõe ações para garantir o acesso de pessoas com deficiência às instituições federais de ensino superior. Até o ano passado, as universidades concorriam aos recursos destinados à criação dos núcleos por meio de seleção. Em 2013, a política de editais foi extinta e o MEC passou a encaminhar recursos às instituições que têm alunos com deficiência matriculados.

“A diferença entre o Núcleo e a Coordenadoria é a organização institucional. Durante muito tempo foram desenvolvidas ações isoladas na Universidade. Havia um grupo de servidores nomeados por portaria que tinham carga horária de dez horas semanais para se dedicar a esse trabalho. O poder de ação era limitado e não tínhamos um espaço físico”, relembra a coordenadora Patrícia Muccini Schappo.

Parcerias

A CAE desenvolve parcerias internas com Subcomitê de Acessibilidade – grupo que desenvolve um estudo avaliativo sobre as condições de acessibilidade nos campi da UFSC –, com o Núcleo de Fonoaudiologia do Hospital Universitário (HU) e com a Biblioteca Universitária (BU). Há também uma parceria externa, com a Associação Catarinense para Integração do Cego (ACIC).

A BU possui o Ambiente de Acessibilidade Informacional (AAI), através do qual é possível produzir material acessível em diferentes formatos. Lupa, tablet, webcam, sistema FM de comunicação sem fio – artifício que aumenta a qualidade do áudio – mouse adaptado para pessoas com deficiência na motricidade fina e outras tecnologias assistivas estão disponíveis para empréstimo. O ambiente para estudo está localizado no piso térreo da Biblioteca.

“O AAI possibilita a socialização da informação. A cada dia, aumenta a demanda para produção de material acessível para os nossos alunos. Temos acervo em braile, acervo digital, materiais em áudio, textos com fonte maior para alunos com baixa visão. Disponibilizamos também scanner e softwares específicos para leitura”, comenta a diretora da BU, Dirce Maris Nunes da Silva.

De acordo com Clarissa Pereira, auxiliar de biblioteca que trabalha no AAI há quase dois anos, o AAI iniciou como projeto em 2006. Em outubro de 2011 começaram as atividades regulares. Atualmente, 24 alunos são atendidos de forma individualizada. “O AAI atende principalmente alunos com deficiências visuais diversas e com paralisia. Porém, também temos vinculados ao ambiente alunos com Síndrome de Irlen e dislexia que também necessitam de adaptações em seu material de aula. O tipo de material mais utilizado pelos alunos do AAI é a adaptação para alunos cegos, surdocegos e com baixa visão. O aluno com qualquer deficiência quanto ao acesso à informação pode se vincular ao AAI”, explica.

“Um aluno com paralisia cerebral pode utilizar um mouse adaptado e a colmeia, que é uma placa de acrílico acoplada ao teclado na qual há uma perfuração em cada tecla, para que o aluno introduza o dedo para teclar. Essa tecnologia bloqueia o descontrole motor. Todo o material disponibilizado pelos professores nas disciplinas vai para o

Colmeia e mouse adaptado disponíveis no AAI da BU
Foto: Gabriela Dequech – AI/GR

AAI para que seja produzido em formato acessível. Tudo que é produzido fica no acervo da BU. Assim, o material que um aluno utiliza neste semestre poderá ser utilizado por outro aluno no próximo”, informa Patrícia.

A CAE solicitou à SeTIC modificações nos sites da UFSC para que sejam acessíveis às pessoas com deficiências sensoriais. Por meio do uso de ferramentas que analisam a acessibilidade de sites, foram desenvolvidos relatórios, que serviram de base para algumas alterações.

“Fizemos adaptações técnicas nos campos do HTML para que os softwares usados pelas pessoas com deficiência visual tenham maior compatibilidade com as páginas da UFSC. Há cerca de três semanas disponibilizamos uma versão já com as pendências solucionadas. Estamos trabalhando para desenvolver um novo layout para os sites da Universidade, e levaremos em conta a acessibilidade”, explica o coordenador de Data Center e Serviços da SeTIC, Guilherme Arthur Gerônimo.

A equipe trabalha em conjunto com os bolsistas para criar uma página institucional da CAE com a proposta de esclarecer dúvidas e divulgar informações sobre o trabalho que desempenha. A previsão é de que o site esteja em funcionamento até o final do mês de outubro. “Optamos pelo blog por ser um formato interativo”, esclarece Patrícia.

Desafios

Esclarecer para a comunidade da UFSC o que é acessibilidade é uma das principais dificuldades enfrentadas pela equipe. De acordo com Patrícia, o desafio é mexer na estrutura, pois a maioria dos setores não possui espaço físico adequado para pessoas com deficiência. “Propor mudanças nem sempre é fácil, ainda mais se o conceito de acessibilidade não está claro. Muitos veem deficiência como incapacidade; nós vemos como uma condição humana. Ainda se confunde acessibilidade com assistencialismo, com concessão de privilégios. Precisamos esclarecer que acessibilidade é criar condições de acesso e eliminar barreiras”, diz.

A UFSC apresenta carência de intérpretes de nível superior da língua brasileira de sinais (Libras). A instituição conta com sete profissionais. A Administração Central busca soluções junto ao MEC para a contratação de intérpretes. “Seria importante termos intérpretes de Libras trabalhando em conjunto com a CAE. A equipe está em construção e precisa de um assistente em Administração que ajude a cumprir com os trâmites institucionais. Estamos sempre atendendo alunos, professores e familiares e nem sempre damos conta das exigências burocráticas”, comenta a coordenadora.

Os campi de Araranguá, Curitibanos e Joinville são assessorados pelo CAE. Ainda não há núcleos de acessibilidade nesses campi. Uma assistente social em Araranguá e uma assistente social e um técnico em assuntos educacionais em Curitibanos atuam como agentes cooperativos de acessibilidade. “Foram realizadas reuniões técnicas para apresentar a Coordenadoria e solicitar profissionais para atuar em conjunto nos campi”, explica Patrícia. Os membros da CAE ainda não visitaram o campus de Joinville, mas a previsão é de que a visita aconteça ainda neste ano.

Além de trabalhar com alunos da graduação e da pós-graduação, a CAE dá suporte ao Colégio de Aplicação e ao Núcleo de Desenvolvimento Infantil (NDI) da UFSC. A coordenadora relata a dificuldade de estruturar a acessibilidade no ensino superior. “Cada profissional da equipe está desenhando suas atribuições. Não há um modelo como há na educação básica. Tentamos contato com setores de acessibilidade de outras universidades, mas percebemos que estão todos em fase de implantação ou voltados para uma deficiência em especial”, pontua.

Mais informações podem ser obtidas pelo telefone (48) 3721-4648 ou pelo e-mail acessibilidade@contato.ufsc.br.

Bruna Bertoldi Gonçalves
(48) 3721-9319 / bruna.bertoldi@ufsc.br
Assessoria de Imprensa do Gabinete da Reitoria / UFSC

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