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Sociedades científicas assinam Moção de Repúdio contra as ações violentas da polícia na UFSC
MOÇÃO DE REPÚDIO ÀS AÇÕES VIOLENTAS CONTRA A COMUNIDADE ACADÊMICA DA UFSC
As Sociedades Científicas abaixo assinadas vêm a público repudiar as ações violentas da Polícia Federal e da Polícia Militar no Campus da UFSC, que agrediram estudantes, professores e servidores e, sobretudo, feriram a autonomia universitária e os valores educacionais que regem a formação de nosso alunato, pautados no respeito, no diálogo, na ética e na cidadania.
Causa indignação e também estranheza a ocorrência de tais ações na UFSC, uma instituição que tem se destacado como uma das melhores universidades do país e do exterior. De acordo com o Ranking Mundial promovido pelo Conselho Superior de Investigações Científicas, ela ocupa um honroso terceiro lugar em produção científica, sendo antecedida apenas pela USP e pela UFRGS. Segundo o Ranking Web of Universities, a UFSC ocupa a quarta posição entre as universidades da América Latina. Fundada em 1960, esta instituição, considerada por várias instâncias avaliadoras a melhor do Estado de Santa Catarina, tem se expandido incansavelmente, abrigando hoje um contingente formado por cerca de 43.000 alunos matriculados em 105 cursos de graduação e 156 de pós-graduação. Os/as docentes que atuam nesses cursos são em sua maioria doutores/as e trabalham em regime de dedicação exclusiva, liderando núcleos e grupos de pesquisa. Em 2013, dos 56 programas de Pós-Graduação da UFSC avaliados pela Capes, 17 alcançaram as notas mais altas (6 e 7) concedidas pela agência, referendando os cursos como de excelência internacional. Dois desses programas de pós-graduação estão no CFH. No último quadriênio, a UFSC diplomou 14.588 profissionais graduados e 10.824 pós-graduados, atingindo a marca recorde de 25.412 diplomados. A isso se soma a colaboração de 3.075 técnicos-administrativos.
Esses números refletem claramente o compromisso desta instituição com uma política de expansão e de qualidade do ensino público superior, favorecendo a inclusão e a permanência dos estudantes através da garantia de bolsas de estudo, da definição clara de Programas de Ações Afirmativas, bem como do funcionamento da Biblioteca Universitária, do RU e do HU. Além desses números favoráveis, a existência de 317 acordos da UFSC com universidades e instituições de pesquisa de diferentes países, sinaliza o lugar de destaque que ela ocupa também no cenário internacional. Essa trajetória exemplar, marcada por sólido e sistemático empenho em busca de um ensino de excelência, nos orgulha e estimula em nossas atividades de ensino, pesquisa e extensão universitária.
Também manifestamos nossa estranheza diante do modo como a imagem da UFSC e os episódios desencadeados pela intransigente e violenta ação da Polícia Federal, com o apoio da Polícia Militar, têm sido insidiosamente distorcidos pelos órgãos de imprensa locais. Esses parecem desconhecer não apenas a qualidade do trabalho acadêmico, mas também o impacto educacional, social e econômico altamente positivo da UFSC, que deveria ser tratada com o devido respeito, como um patrimônio do Estado de Santa Catarina.
Reconhecemos que, assim como qualquer outro local do país, os vários campi da UFSC estão sujeitos aos conflitos e tensões típicos do crescimento urbano e dos espaços democráticos nos quais a diversidade de opiniões e os movimentos sociais se expressam e convivem num clima de liberdade. No entanto, entendemos que as intervenções policiais devem passar pela apreciação e anuência da Reitoria. Consideramos fundamental o respeito à autonomia universitária e à legitimidade de suas instâncias de decisão.
Atualmente, a UFSC é liderada por duas professoras/pesquisadoras que foram eleitas democraticamente pela comunidade acadêmica, cujas trajetórias refletem o comprometimento com a seriedade e a qualidade dessa instituição. Externamos confiança em nossas colegas e repudiamos as infâmias veiculadas na imprensa, muitas das quais colocam em dúvida suas competências por serem mulheres.
Assim, as Sociedades Científicas abaixo assinadas abaixo assinadas manifestam seu repúdio à violência empreendida pela Polícia Federal e Polícia Militar no Campus da UFSC, entendendo que esta se coaduna com reiteradas ações de criminalização dos movimentos sociais, e reforçam sua solidariedade aos/às professores/as por ela atingidos/as, especialmente Paulo Pinheiro Machado e Sônia Weidner Maluf, Diretor e Vice-Diretora do Centro de Filosofia e Ciências Humanas, aos estudantes que foram presos, aos servidores que buscaram uma solução negociada, aos feridos e à sua administração central, que legitimamente representa a comunidade universitária. É inaceitável qualquer forma de violência, ainda mais em um espaço público e vocacionado para a educação como é um Campus Universitário.
Associação Brasileira de Antropologia
Associação Nacional dos Programas de Pós-Graduação em Comunicação
Associação Brasileira de Pesquisadores em Jornalismo
Sociedade Botânica do Brasil
Antonio José da Silva Oliveira – Conselho da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência
Ingrid Dragan Taricano – Sociedade Brasileira da Ciência em Animais de Laboratório
Sociedade Brasileira de Biologia Celular
Sociedade Brasileira de Engenharia Biomédica
Sociedade Brasileira de Bioquímica e Biologia Molecular
Sociedade Brasileira de Farmacognosia
Sociedade Brasileira de Química
Associação Brasileira de Enfermagem
Sociedade Brasileira de História da Educação
Colégio Brasileiro de Ciências do Esporte
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PRAE amplia em quase 42% o número de bolsas em dois anos
A Administração Central da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), por meio da Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis (PRAE), viabilizou 860 novas bolsas do Programa Bolsa Estudantil UFSC entre maio de 2012 e março de 2014. O edital do processo seletivo publicado no dia 26 de março de 2014 disponibilizou 305 novas bolsas, em uma ação que faz parte da política de permanência estudantil da Universidade. Alunos dos campi de Florianópolis, Araranguá, Curitibanos e Joinville são atendidos pelo programa, conforme o Relatório de Gestão da PRAE referente a 2013. Em 2014, além destes campi, a PRAE integrou ao Programa os alunos de Blumenau.
Em abril de 2014, o número de vagas para o Programa Bolsa Estudantil corresponde a 2.050, informa o diretor do Departamento de Assuntos Estudantis (DeAE), Sergio Luis Schlatter Junior. Para a pró-reitora de Assuntos Estudantis, Denise Cord, esse incremento reflete o compromisso da Administração Central com o atendimento efetivo dos estudantes com fragilidade socioeconômica. “É uma preocupação que visa à permanência com sucesso desses estudantes. A meta é aprimorar o atendimento, ou seja, atender ao maior número possível de estudantes e integrar a essas ações outras, voltadas à assistência psicossocial, à convivência, ao lazer, à cultura e à saúde”, anuncia. A pró-reitora explica que estão sendo feitos estudos para viabilizar essas propostas.
O auxílio financeiro no valor de R$ 522,00 – atualizado com base na resolução normativa que institui o programa e prevê reajuste da inflação no mês de março – é concedido a alunos matriculados em cursos presenciais de graduação que comprovem situação de vulnerabilidade socioeconômica. A UFSC é responsável por executar as ações referentes ao programa e fazer a avaliação por meio da PRAE.
O diretor do DeAE esclarece que parte dos recursos para pagamento das bolsas é viabilizada pela Universidade. Desde 2012, a PRAE usufrui de recursos da matriz orçamentária da UFSC para essa finalidade. “A demanda tem crescido muito mais do que o recurso, proveniente do Plano Nacional de Assistência Estudantil (PNAES), que não é suficiente para suprir todos os gastos que envolvem o programa. No entanto, majoritariamente o recurso vem da matriz PNAES”, esclarece Sergio Schlatter.
O PNAES – instituído pelo Decreto nº 7.234, de 19 de julho de 2010 – apoia a permanência de estudantes de baixa renda de instituições federais de ensino superior (Ifes) e prevê o atendimento preferencialmente a egressos da rede pública de educação básica que possuem renda familiar per capita de até um salário mínimo e meio. Assistência a necessidades como alimentação, moradia, saúde, transporte, apoio pedagógico, entre outras, são consideradas pelo PNAES, que visa combater situações de evasão e repetência.
De acordo com informações disponíveis no portal do Ministério da Educação, o PNAES foi criado em 2008 e recebeu, naquele ano, R$ 125,3 milhões em investimentos. No ano seguinte, foram R$ 203,8 milhões para investimentos diretos no orçamento das Ifes.
A tabela disponibilizada no Relatório da PRAE de 2013 referente à evolução do antigo Programa Bolsa Permanência da UFSC, extinto em agosto, possibilita identificar que foram pagas, em média, entre janeiro e agosto do ano passado, 1.721 bolsas mensalmente. Entre setembro e dezembro, a média de bolsas – já sob vínculo do Programa Bolsa Estudantil – foi de 1.785. O documento aponta que foram investidos R$ 10.165.438,00 em bolsas em 2013.
Comparativo entre 2011 e 2012
De acordo com levantamento feito pelo diretor do (DeAE), até o mês de agosto de 2011 a UFSC contava com 1.040 bolsas. “Após o término da ocupação do prédio da Reitoria, realizada entre 25 e 28 de agosto de 2011, a Administração Central da Universidade ampliou o número para 1.190”, informa.
A atual equipe da gestão da UFSC iniciou os trabalhos em maio de 2012. “Já naquele ano, houve uma ampliação significativa no número de bolsas. Em outubro ampliamos a oferta com mais 450 bolsas, chegando a 1.758 bolsas no final de 2012. Temos aumentado o número de bolsas sempre que possível”, afirma Sérgio Schlatter.
Conforme o Relatório de Gestão de 2012 da PRAE, entre janeiro e dezembro ocorreu um aumento de aproximadamente 53% do número de bolsistas.
Outras informações sobre o Programa Bolsa Estudantil podem ser obtidas aqui ou pelo telefone (48) 3721-8249.
Bruna Bertoldi Gonçalves
Jornalista / Diretoria-Geral de Comunicação / UFSC
bruna.bertoldi@ufsc.br
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Reitor da UFRJ manifesta solidariedade à UFSC
O Reitor Carlos Levi, da Universidade Federal do Rio de Janeiro, encaminhou à Reitora Roselane Neckel mensagem de solidariedade, em função da ação policial ocorrida no campus em 25 de março de 2014. A reitora fez questão de agradecer pela manifestação. “Este texto emocionou a mim e a Lúcia, pela sensibilidade, mas também por reforçar os valores nos quais tanto acreditamos”, disse. Confira a íntegra do texto do reitor da UFRJ:
Prezada Reitora Roselane Neckel,Ao conhecer os detalhes das circunstâncias e desdobramentos envolvidos nos recentes e lamentáveis fatos ocorridos na sua Universidade Federal de Santa Catarina, diferentes sentimentos oscilaram entre dois polos: uma enorme sensação de repúdio a tudo e a todos que não enxergam a importância, a necessidade e o potencial transformador das nossas universidades públicas na construção de uma sociedade mais justa, mais democrática, mais igualitária, mais humanizada, mais responsável; e a convicção sobre a necessidade de alguma manifestação explícita e urgente de solidariedade e apoio, na expectativa de lhe atenuar as inevitáveis angústias que decorrem desses desgastantes momentos, ressaltando que a sua luta não será solitária e, se possível, contribuir para fortalecer ainda mais os seus reconhecidos ideais e corajosas atitudes em defesa de uma universidade pública cada vez mais qualificada, cada vez mais inclusiva, cada vez mais cidadã e, daí, a urgência de que ela seja cada vez mais autônoma.
Reitora Roselane, receba da Universidade Federal do Rio de Janeiro o nosso integral e incondicional apoio e homenagens à sua força moral e à sua disposição para enfrentar e superar as incompreensões e ações equivocadas que apenas retardam, atrapalham, mas jamais afastarão as nossas universidades dos seus legítimos compromissos com o exercício da reflexão crítica e avanços das práticas e conceitos educacionais que se reflitam no ideal de cidadania plena da nossa sociedade.
Embora tenhamos a lamentar, a luta pela defesa da inviolabilidade do espaço universitário acabou se fortalecendo e se ampliando após as cenas fortes vivenciadas pela Comunidade da Universidade Federal de Santa Catarina. O episódio nos alertou sobre as nossas vulnerabilidades, fragilidades e destacou os atuais limites das nossas possibilidades. O tema nos exige reflexões profundas e ações conjuntas e integradas. A sua luta agora será também a nossa batalha!
Saudações universitárias, solidárias e fraternas,
Carlos Levi
Reitor
Universidade Federal do Rio de Janeiro – UFRJ -
Nota de Solidariedade da reitoria da Unifesp
São Paulo, 28 de Março de 2014
A Reitoria da Universidade Federal de São Paulo vem manifestar sua solidariedade à Reitoria da Universidade Federal de Santa Catarina e expressar sua indignação com os atos de tamanha violência ocorridos no último dia 25 de março. A presença de mecanismos de repressão no campus Universitário coloca em risco a Autonomia Universitária, que tantas gerações lutaram para conquistar.
Especialmente neste ano que lembramos dos 50 anos do golpe e do período de ditadura, não podemos ser coniventes, nem tolerar a presença de repressão ao ambiente universitário, muito menos o desrespeito à professores, estudantes e técnicos administrativos.
Reafirmamos nosso apoio aos membros da comunidade universitária da UFSC.
Reitoria da Unifesp
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Inscrições abertas para bolsas de iniciação científica
A Pró-Reitoria de Pesquisa (Propesq) publicou nesta segunda-feira, 14 de abril, os editais para a distribuição de bolsas de iniciação científica (Pibic, Pibic-Af e Pibid), tecnológica (Pibiti) e de ensino médio (Pibic-EM). Pela primeira vez os três editais são abertos de forma simultânea; anteriormente, o Pibic-EM estava desvinculado das outras duas chamadas e funcionava com calendário próprio. Os editais estão disponíveis em http://www.pibic.ufsc.br.
As inscrições serão recebidas até o dia 14 de maio, e os interessados em se candidatar às bolsas Pibic, Pibic-Af, Pibid e Pibiti poderão submeter propostas pelo formulário IC Online emhttp://www.pibic.ufsc.br. As propostas para o Pibic-EM deverão ser encaminhadas para o endereço
.Todos os candidatos devem ter seus projetos de pesquisa registrados no “Formulário de Pesquisa da UFSC” (http://notes.ufsc.br/aplic/pesquisa.nsf) até o dia 1º de maio, e aprovados pelo respectivo departamento do professor orientador, nos termos dos artigos 17 a 23 da resolução nº 009/CUn/2006.
As bolsas Pibic, Pibic-Af, Pibid e Pibiti têm valor de R$ 400,00; as do Pibic-EM, R$ 100,00. As solicitações serão julgadas por três comissões distintas, formadas por pesquisadores PQ ou com perfil equivalente, indicadas pelos diretores das unidades. As bolsas terão duração de doze meses – de 1º de agosto de 2014 a 31 de julho de 2015.
A lista com os “contemplas” (orientadores e escolas contemplados pelo Pibic-EM) será divulgada no dia 1º de julho. O prazo limite para a indicação do aluno bolsista pelo professor orientador é 6 de agosto, e o prazo limite para entrega do Termo de Outorga, 20 de agosto.
Mais informações:
Airton Costa e Gabriela Beck – (48) 3721-9332 ou
.Diretoria-Geral de Comunicação
Claudio Borrelli / Revisor de Textos da Agecom / Diretoria-Geral de Comunicação / UFSC
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UFSC sedia fórum sobre reforma universitária na América Latina
Um encontro para discutir as mudanças em curso nas universidades públicas: esse é o objetivo do fórum Reforma Universitária na América Latina, organizado pela Secretaria de Relações Internacionais (Sinter) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), que será realizado no dia 24 de abril, no auditório da Reitoria, no campus do bairro Trindade em Florianópolis. As inscrições para o evento, que é gratuito e aberto à comunidade, podem ser feitas aqui.“É um tema extremamente relevante porque as universidades de todo o mundo e do Mercosul passam por um constante processo de mudança. Há uma proposta de reforma universitária inspirada no Tratado de Bolonha, e há universidades adotando esse modelo. A intenção é de que o assunto seja abordado sob diferentes pontos de vista”, explica o secretário da Sinter, Luiz Carlos Pinheiro Machado Filho.
O Tratado de Bolonha – assinado na Itália, em 1999, por ministros da Educação de 29 países europeus – propõe a reorganização do ensino superior dos países envolvidos: a oferta de cursos de graduação com duração de três anos – com disciplinas básicas que conferem ao estudante um grau universitário – e posterior especialização com peso de mestrado são aspectos propostos.
O fórum é promovido pela Asociación de Universidades Grupo Montevideo (AUGM), composta por cerca de 100 universidades públicas dos países que compõem o Mercado Comum do Sul (Mercosul) – Brasil, Argentina, Bolívia, Chile, Uruguai e Paraguai – com o objetivo de fortalecer e consolidar a pesquisa científica e tecnológica e os recursos humanos. Anualmente, um dos países sedia um evento sobre tema de interesse das universidades públicas. Representantes de universidades que integram a AUGM confirmaram presença no encontro.
Mesas-redondas e oficinas temáticas sobre desafios da inclusão social, integração do ensino de graduação e pós-graduação, democratização da gestão e compromisso social das universidades públicas estão na programação, disponível em http://forumaugm2014.ufsc.br/programacao.
Mais informações:

Bruna Bertoldi Gonçalves
Jornalista / Diretoria-Geral de Comunicação / UFSC

Claudio Borrelli / Revisor de Textos da Agecom / Diretoria-Geral de Comunicação / UFSC
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Reitoras negociam com Comando Local de Greve
As reitoras Roselane Neckel e Lúcia Helena Martins Pacheco enviaram hoje (14) pela manhã um ofício aos integrantes do Comando Local de Greve dos técnicos-administrativos

Reitora Roselane Neckel e Comando Local de Greve em reunião realizada na última sexta-feira (11) no campus de Florianópolis. Foto: Gabriela Dequech Machado – DGC / UFSC
em Educação (TAEs), no qual são descritas as demandas consideradas atividades administrativas de alta relevância social. O documento é uma forma de continuar o diálogo, conforme acordado na reunião que aconteceu na última sexta-feira entre as reitoras, representantes da Administração Central e integrantes do Comando Local de Greve.
Entre os pontos de pauta desse encontro, estavam a discussão sobre o adicional noturno dos seguranças da UFSC em greve, o pedido de uma moção de apoio enviado ao Conselho Universitário (CUn) e a estrutura do campus de Joinville.
Foram agendadas reuniões com o Departamento de Segurança (DESEG) para avaliar a questão do adicional noturno e com representantes dos setores para aprofundar os debates sobre o Museu Universitário e o Departamento Artístico Cultural (DAC). O pedido de moção de apoio já estava inserido como ponto de pauta da próxima reunião do CUn, que será realizada amanhã, 15 de abril.
A reitora da UFSC afirmou que respeita o direito constitucional de greve, mas pediu que houvesse sempre uma reflexão sobre os efeitos causados pela paralisação de atividades essenciais. Roselane Neckel entregou um documento, produzido pela Administração Central, com respostas à pauta interna dos TAEs. Além disso, foi entregue aos técnicos-administrativos em Educação um relatório sobre o Programa REUNI (Reestruturação e Expansão das universidades federais), no qual, entre outros dados, demonstrou-se que a pactuação feita à época previa a criação de 30 cursos, a contratação de 400 novos professores – média de 11,42 por curso – e de 150 técnicos. No entanto, a UFSC criou 35 cursos. “No caso de Joinville, seriam criadas seis graduações. Hoje são oito”, explicou a reitora.
Ao final da reunião, representantes do campus de Joinville entregaram uma lista de pedidos à Administração Central e lembraram que, no dia 28 de abril, serão realizadas as primeiras eleições para diretor-geral e diretor acadêmico do campus. Em 8 de abril, a reitoria encaminhou ofício para o campus solicitando a realização de eleições, após o pedido de demissão da diretora acadêmica do campus, Prof.ª Sueli Fischer Beckert.
Gabriela Dequech Machado
Estagiária na Diretoria-Geral de Comunicação
gabriela.dequech@grad.ufsc.br / 3721-9319 -
Conselho Universitário discute cessão de terreno para alargamento da Edu Vieira
O Conselho Universitário (CUn) discute, na próxima sessão ordinária, que será realizada na terça-feira, 15 de abril, às 8h30 na Sala dos Conselhos, a cessão de parte do terreno da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) no bairro Pantanal para obras de duplicação da Avenida Antônio Edu Vieira, em Florianópolis. Durante a sessão, haverá a leitura do parecer do relator do processo, o conselheiro Paulo Pinheiro Machado. A sessão será transmitida ao vivo, via Internet. O cronograma de debates no CUn sobre a Av. Edu Vieira inclui, ainda, mais uma audiência pública, agendada para o dia 22 de abril. A deliberação da cessão do terreno tem votação prevista para o final do mês de abril no Conselho Universitário. Estas medidas foram tomadas a partir da solicitação dos próprios conselheiros, na sessão de 28 de março, quando o assunto já estava em pauta.
O parecer do relator resgata o histórico do envolvimento da UFSC na questão do alargamento da via, um dos principais acessos ao entorno universitário e a bairros como Pantanal, Trindade, Córrego Grande e Lagoa da Conceição. Além disso, aponta os consensos gerais e parciais, bem como os dissensos no relatório elaborado pela Comissão de Estudo de Transportes e Mobilidade Urbana do Campus Trindade e da Bacia do Itacorubi (CETMU). A CETMU foi um grupo paritário, formado por membros da comunidade universitária, moradores do entorno e Prefeitura Municipal para discutir e analisar projetos de alargamento da Edu Vieira. Por fim, o parecer levanta um conjunto de medidas e ações adicionais à obra principal, formalmente acordado entre a UFSC e a Prefeitura Municipal como forma de contrapartida e reparação à Universidade pela cedência do terreno, caso o Conselho Universitário o aprove.
Dentre essas contrapartidas estão ações, valores de investimento e prazos para a realização de projetos de interesse para a UFSC e comunidade do entorno. Entre eles estão a implantação da rede de esgotamento sanitário na região da Bacia do Campus Universitário; a reconstrução do Prédio do CDS que será atingido pela obra; a construção de ciclovias ao longo de todo o trecho da obra, até o Saco dos Limões, assim como nas ruas de entorno da Universidade e nas ruas internas, com a implantação do anteprojeto de ciclovias fornecido pela UFSC. Além disso, estão previstas ações que visam a aumentar a segurança de pedestres ao redor do campus, como a implementação de sinalização horizontal e vertical, com faixas de segurança para pedestres ao nível da calçada, semáforos e redutores de velocidade e a reformulação das alças de acesso à UFSC. Outras melhorias acordadas atingem a comunidade do Pantanal/Carvoeira, como a cessão de uma área equivalente a 20.000 m² para a UFSC implantar um Parque Ambiental na região, a apresentação de um projeto habitacional de interesse social para 64 famílias (já cadastradas pela SMHSA) também nos dois bairros e a implantação de benefícios especificamente à comunidade do bairro Pantanal, como a construção de um Posto de Saúde e um Posto Policial.
Confira, a seguir, as pautas para a sessão de terça-feira no Conselho Universitário.
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HU reabre UTI Neonatal após reformas e ampliação
O Hospital Universitário (HU) reabriu sua Unidade de Terapia Intensiva (UTI) Neonatal na última quinta-feira, 10 de abril. Em dezembro de 2013, os leitos foram transferidos para outro local, em decorrência de uma infecção bacteriana, e o espaço recebeu as reformas de adequação e ampliação que o deixaram com 12 leitos – seis de cuidados intensivos e seis de cuidados intermediários convencionais.
Outro local que também foi reformado e recebeu novo mobiliário foi o Mãe Canguru, que aguarda a disponibilização de pessoal para seu pleno funcionamento. Em 2012, o HU foi certificado pelo Ministério da Saúde como Referência Nacional para a Atenção Humanizada ao Recém-Nascido / Método Canguru.
A cada 100 partos, dez são prematuros – casos que necessitam de cuidados especiais. “Fazemos o atendimento aos prematuros, que são a maior parte da clientela, de maneira bastante humanizada. Com isso temos conseguido mais resultados de sobrevida e qualidade de vida dessas crianças e suas famílias”, afirma a diretora de Neonatologia do HU, Anelise Souto. “Somos um dos cinco hospitais no Brasil que são referências no método canguru. O HU é um dos responsáveis por disseminar o conhecimento sobre este método de humanização do atendimento ao recém-nascido prematuro”, completa.
As obras foram financiadas por meio de recurso disponibilizado pelo Programa de Reestruturação dos Hospitais Universitários (REHUF). Além disso, a UTI Neonatal recebeu novas incubadoras e berços aquecidos, cujas aquisições foram viabilizadas pela Associação Amigos do HU.
Mesmo com as melhorias na infraestrutura, apenas metade da capacidade do espaço vai poder ser usada. O motivo é a falta de funcionários para atender a demanda. “O HU tem condições de trabalhar com até 12 crianças, mas vamos trabalhar só com seis porque não temos pessoal para tocar o resto”, afirma o diretor do HU, professor Carlos Alberto Justo da Silva (Paraná). “Seguramente estamos reinaugurando uma das melhores UTIs neonatais no sul do país”, completa.
Desde dezembro foram 48 novos profissionais foram tomaram posse no Hospital Universitário e a Administração Central da UFSC vem envidando esforços para abrir novas vagas para contratação por concurso.
Mayra Cajueiro Warren e Lucas Amarildo / Diretoria Geral de Comunicação / UFSCimprensa.gr@contato.ufsc.brFotos: Henrique Almeida e Wagner Behr / Diretoria Geral de Comunicação / UFSC -
PROPG promove mesa-redonda sobre plataformas Sucupira e Lattes
A Pró-Reitoria de Pós-Graduação (PROPG) e o programa de pós-graduação em Engenharia e Gestão do Conhecimento (EGC) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) promovem uma mesa-redonda para debater as plataformas Sucupira e Lattes, no próximo 22 de abril, às 14h, no auditório do Centro Socioeconômico (CSE). Coordenadores das duas plataformas e representantes da UFSC e do Instituto Stela estarão presentes.
Os palestrantes serão: Rubens Maribondo do Nascimento, professor da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), coordenador do projeto da Plataforma Sucupira; Geraldo Sorte, coordenador-geral de Tecnologia da Informação no CNPq, coordenador da Plataforma Lattes; Marcos Marchezan, professor do Instituto Stela; Roberto Pacheco, professor da UFSC.
Conforme divulgado pela PROPG, o objetivo é debater o presente e o futuro dessas plataformas, discutindo seus principais recursos e planos para a comunidade de Ciência, Tecnologia e Inovação (CT&I), os mecanismos oferecidos para a gestão dos fluxos de informação de fomento e avaliação, e a integração com outras plataformas (institucionais e internacionais).
A Plataforma Lattes foi criada em 1999 pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) para integrar as bases de dados de currículos, grupos de pesquisa e instituições em um único sistema de informações. A Plataforma Sucupira foi lançada recentemente pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES) para substituir a Plataforma Coleta de gestão da pós-graduação.
Mayra Cajueiro Warren/Jornalista / Diretoria-Geral de Comunicação

Claudio Borelli / Revisor de Textos da Agecom / Diretoria-Geral de Comunicação / UFSC