Conheça Sigrid Dutra, a nova diretora da Biblioteca Universitária

26/03/2015 12:29
Sigrid Dutra já foi diretora da BU por 12 anos (Foto: Henrique Almeida/ Agecom/ UFSC)

Sigrid Dutra já foi diretora da BU por 12 anos (Foto: Henrique Almeida/ Agecom/ UFSC)

PerfilUFSCpeqSigrid Karin Weiss Dutra nasceu no município catarinense de Rio do Sul, mas foi criada na cidade de Itajaí, a 94 quilômetros de Florianópolis. Os pais eram alemães e, apesar do pouco estudo de ambos, tiveram grande importância para o início de sua carreira. “Meu pai gostava muito de ler”, comenta.

Ela estudava pedagogia na Universidade do Vale do Itajaí (UNIVALI) quando, por acaso, encontrou um catálogo de cursos, que mudou sua trajetória profissional. Desistiu de pedagogia, veio morar em Florianópolis e iniciou a graduação em biblioteconomia e documentação na Universidade do Estado de Santa Catarina (UDESC). Aos finais de semana, viajava para ficar com o marido e os dois filhos. Ela conta que não era fácil viver longe da família e revela – “Minha grande incentivadora foi minha sogra”. Concluiu a graduação em 1981, o mestrado em Engenharia de Produção pela UFSC em 2005 e atualmente faz o doutorado em Engenharia de Gestão do Conhecimento. 
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Conheça Rosângela Gomes da Silva, a nova chefe de gabinete adjunta

18/03/2015 18:32

PerfilUFSCpeqUm pouco tímida com a entrevista, Rosângela Gomes da Silva aos poucos vai revelando aspectos de sua vida e a trajetória profissional de 33 anos na UFSC. Desde o dia 16 de março, ela atua como chefe de Gabinete adjunta, em substituição a Luciana Miashiro Lima, que pediu licença-maternidade.

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Rosângela Gomes, chefe de gabinete adjunta (Foto: Samantha Sant’Ana – DGC/UFSC)

Nascida em Florianópolis e moradora do bairro Estreito “desde sempre”, a manezinha passou a integrar o quadro de técnicos administrativos em educação (TAEs) da Universidade em 1982. Ela conta que não planejava a carreira pública: “Foi uma oportunidade que surgiu e eu aproveitei”. Trabalhou no Departamento de Engenharia Química por 10 anos. Durante esse período, prestou vestibular e graduou-se em Geografia em 1988. Apesar disso, não se arrepende de nunca ter atuado na área. Preferiu aprofundar seus conhecimentos na área administrativa e fez especialização em moderna gestão empresarial.

Rosângela trabalhou por 23 anos na Pró-reitoria de Pós-Graduação (PROPG), onde desenvolveu diferentes funções, a última como coordenadora administrativa. Ela destaca que uma das coisas mais gratificantes no trabalho é poder auxiliar as pessoas, lidar com o público. Ao sair da PROPG, fez questão de enviar mensagens de despedida aos colegas. “Fiquei surpresa e feliz com o retorno de felicitações e carinho que recebi em cerca de 70 e-mails”. Essa importância que dá às relações é destacada como uma de suas qualidades. Como entrave, precisa driblar o perfeccionismo: “Nem sempre conseguimos fazer tudo que queremos, e, às vezes, fico angustiada com isso”.

Aos 52 anos, Rosângela conta que já possui tempo suficiente para a aposentadoria, mas pretende continuar trabalhando por mais 2 ou 3 anos. Dentre as funções do novo cargo, estão o assessoramento direto à reitora; dirigir, coordenar e fiscalizar os serviços administrativos do Gabinete; auxiliar o relacionamento institucional e administrativo da instituição; e analisar os processos e expedientes dirigidos à reitora. “Estou em fase de adaptação, mas percebo que a dinâmica desse cargo é mais intensa. Estou contente com o convite”.

Questionada sobre o que faz em seu tempo livre, ela diz que, além de viajar e ficar com a família – em especial com os irmãos e o afilhado, que considera como um filho –, gosta de se divertir com os amigos: “Ah, eu adoro bingo. Já ganhei vários prêmios”, conta rindo.

 

Samantha Sant’Ana
Estagiária na Diretoria-Geral de Comunicação
samantha.s@grad.ufsc.br

Conheça Tereza Cristina Rozone de Souza, a nova diretora do departamento ensino da PROGRAD

15/09/2014 11:49

Tereza Cristina Rozone tomou posse em agosto desse ano. Foto: Pipo Quint/ Agecom / UFSC

PerfilUFSCpeqNão foi no primeiro, nem no segundo telefonema que a entrevista foi marcada. A rotina de Tereza Cristina Rozone de Souza, a nova diretora do departamento de ensino da Pró-Reitoria de Graduação (PROGRAD), é cheia de compromissos. Assim, é no intervalo das reuniões que a professora de química, que completa 30 anos de trabalho na Universidade em outubro, conta sobre a indicação ao cargo e suas novas funções.

Formada em pedagogia na UDESC em 1982, a manezinha de Florianópolis considera a docência uma vocação.  “Sempre quis ser professora”, diz com convicção. A admiração pelos professores de química no ensino médio despertou o interesse, e, em 1984, concluiu o curso de licenciatura em química na UFSC. No mesmo ano, prestou concurso e passou a ser integrante do quadro docente da Universidade. Também fez mestrado e doutorado. Desde então, além de ensinar química, foi coordenadora do curso por quatro anos e participou da comissão responsável pela implantação do campus da UFSC no Médio Vale do Itajaí, na cidade de Blumenau.

Tereza continua envolvida em projetos de extensão relacionados à química, mas deixou de oferecer disciplinas por causa do novo cargo. “Eu gosto de desafios, acredito que sempre devemos conhecer novas áreas, sinto-me motivada”. Ela revela que é muito ansiosa e que tem mania de querer que todas as coisas se resolvam rapidamente. Por outro lado, uma das qualidades apontadas é a dedicação em seu trabalho.

Algumas atribuições da diretoria do departamento de ensino são listadas, como fornecer apoio aos coordenadores de curso para construir ou reformar projetos pedagógicos de acordo com as diretrizes nacionais de ensino, avaliar os pedidos de contratação e/ou renovação de professores substitutos, emitir pareceres sobre a demanda de docentes efetivos e analisar os Planos de Atividade Departamental (PADs) – documentos que preveem as atividades acadêmicas de cada professor em seu departamento de ensino. Além disso, Tereza também é presidente da comissão que estuda as demandas de acessibilidade do Colégio Aplicação.

Casada há 28 anos, mãe de dois filhos – um deles é administrador de empresas e a filha mais nova faz Engenharia Sanitária e Ambiental na própria UFSC – Tereza não abre mão de aproveitar o tempo livre em família. A expressão nostálgica revela lembranças repletas de carinho: “Meu marido é mineiro e eu adoro quando viajamos para o sul de Minas Gerais”.

Após tirar os óculos e posar para a fotografia, Tereza Cristina Rozone reitera seu pedido de desculpas pela demora em marcar a entrevista e despede-se, preparada para a próxima reunião.

 

Samantha Sant’Ana
Estagiária/ Diretoria-Geral de Comunicação
samantha.s@grad.ufsc.br

Conheça Edite Krawulski, a presidente da COPERVE

29/08/2014 10:57
Nova presidente da Coperve - Foto Henrique Almeida

Edite Krawulski, nova presidente da Coperve. (Foto: Henrique Almeida / Agecom / UFSC)

PerfilUFSCpeqA sala fica no terceiro andar, possui um armário e duas mesas – uma pessoal e outra maior para reuniões. O porta-retratos do marido com o casal de filhos é um dos poucos objetos que modifica a impessoalidade do espaço. A psicóloga, que trabalha na Universidade há mais de 20 anos, procura entender o funcionamento do setor nos mínimos detalhes e considera o cargo de presidente da Comissão Permanente do Vestibular (COPERVE) “o último desafio de sua carreira”.

Com os óculos de grau deixados em cima da mesa, a paranaense de Marilena, cidade a aproximadamente 500 quilômetros de Curitiba, não consegue disfarçar a timidez enquanto olha para a câmera fotográfica e começa a falar sobre sua vida. Ela veio para Florianópolis aos 17 anos com o objetivo de passar no vestibular, “vim para fazer cursinho, fui aprovada em administração na UDESC e em psicologia na UFSC”. Escolheu o então recente curso de psicologia, mas nunca deixou os conceitos da administração fora de sua vida.

Em 1986, ano seguinte ao da graduação, fez concurso e entrou na UFSC como servidora técnico-administrativa. Ao trabalhar no Departamento Pessoal, como antes era denominada a Secretaria de Gestão de Pessoas (SEGESP), Edite aprendeu muito e descobriu como aliar sua principal formação com processos mais técnicos e burocráticos inerentes a um cargo de gestão.

Apesar disso, não abandonou o sonho de infância, “queria ser professora”. O desejo tornou-se realidade quando novamente prestou concurso e passou a fazer parte do quadro docente da Universidade em 1997. Fez especialização, mestrado em administração e doutorado em engenharia de produção. Ela acredita que o convite para ser presidente da COPERVE – instituição responsável por organizar o maior vestibular público de Santa Catarina – surgiu principalmente por sua trajetória na Universidade, seus conhecimentos e a relação de confiabilidade construída com os colegas. “Eu não vim substituir ninguém, eu vim para acrescentar”.

As pastas e documentos espalhados na mesa mostram um pouco dos preparativos  não apenas para o vestibular, mas também para outros processos seletivos organizados pela Comissão, como o de residência médica do Hospital Universitário. Ela também comenta a discussão sobre a possibilidade de adesão ao Sistema de Seleção Unificada (SISU) como forma de ingresso na UFSC. “Claro que não é uma decisão exclusiva da COPERVE, mas nós queremos realizar esse debate com a comunidade universitária”.

Sua agenda ainda comporta aulas e orientações de trabalhos finais na pós-graduação de psicologia e um projeto de pesquisa. Nas horas livres, não dispensa o hábito da leitura. “Adoro ler, principalmente biografias”. Seu último livro foi Amor e Capital, que conta a história do filósofo alemão Karl Marx. “Não gosto de denominações políticas, porém acho que, às vezes, conhecemos as obras e ideias, mas ignoramos a trajetória de vida das pessoas”. Assim, Marx juntou-se a Anderson Silva, Einstein, Tim Maia e outros que já leu. Ao final da entrevista, Edite Krawulski despede-se com um sorriso de quem deseja e também pede sorte para os próximos desafios.

 

Samantha Sant’Ana
Estagiária/ Diretoria-Geral de Comunicação
samantha.s@grad.ufsc.br

Conheça Pedro Teixeira, o estudante da UFSC que se destacou na Coréia do Sul

24/03/2014 10:40

Estudante da UFSC, Pedro Teixeira, ganha notoriedade durante intercâmbio na Coréia do Sul
Foto: Gabriela Dequech – DGC/UFSC

O estudante de Química da UFSC, Pedro Rolan Teixeira, acabou de voltar da Coreia do Sul, onde passou um ano como bolsista do programa Ciência sem Fronteiras, e já está se preparando para voltar. O aluno, que desenvolveu um purificador de água portátil usando uma impressora 3D, recebeu elogios do embaixador da Coreia e um convite: realizar o mestrado no país. Agora, Pedro se prepara para terminar a graduação na UFSC e, em 2015, pretende retornar a estudar no país asiático.

Pedro conta que sempre quis fazer intercâmbio, mas imaginava que seria muito difícil financeiramente. Foi quando um amigo que participou do Ciência sem Fronteiras na Alemanha o convenceu a se candidatar para participar do programa. “Quando eu me inscrevi para o programa, ele ainda não era tão famoso quanto é hoje, eu não sabia que ele existia”, afirma.

O aluno escolheu a Coreia do Sul pensando justamente nas oportunidades de estágio, mas faz questão de dizer que a experiência com o purificador de água foi “pura sorte”. Antes de viajar, Pedro trabalhava com química analítica, em um laboratório na UFSC, onde analisava conteúdo orgânico em águas para a PETROBRAS. Na Coreia, seu primeiro estágio foi em uma empresa, onde trabalhou com polímeros. “Não tinha nada a ver com água e nem com o purificador!”, ele ri.

O professor orientador do estágio na empresa tinha um projeto voltado para ações sociais no Camboja. Pedro explica que, na Coreia, existem diversos projetos sociais e que o país é empenhado em ajudar e contribuir com os países menos desenvolvidos. Assim o aluno foi convidado a participar da equipe que desenvolveu o purificador. No final do projeto, o grupo passou duas semanas no Camboja experimentando o produto.

Pedro Teixeira com o professor Shin Kwan Woo, a pesquisadora coreana Jihey Kim e as alunas Tel Tailos, Keo Raksmey e Chhay Kunthea
Foto: Arquivo pessoal

Para o estudante, a experiência no país asiático foi surpreendente. Fazendo uma pesquisa de mercado para o primeiro estágio, Pedro descobriu que a Coreia do Sul é líder na área de química e, há cerca de dois anos, ultrapassou o Brasil em produtos químicos. “As empresas são muito fortes e o curso de química é muito valorizado lá”, comenta. Como exemplo, ele conta que na Coreia do Sul é necessário cursar Química antes de cursar Farmácia e também que, quando o aluno conclui o curso de Química, está apto a ingressar no curso de Medicina.

Filho de embaixador, Pedro já havia morado em Singapura durante quatro anos na adolescência, então, em termos culturais, as surpresas não foram tão grandes. “As carnes e frutas lá na Coreia são muito caras, então a alimentação é bem diferente da nossa”, comenta. Além disso, Pedro elogia a organização do Ciência sem Fronteiras no país. “Com certeza, me ajudou muito na hora de conseguir os estágios e vai marcar minha vida profissional”.

O embaixador coreano Koo Bon-Woo, em carta para a Reitora da UFSC, destacou que o trabalho de Pedro ajudou a solucionar o grave problema de poluição da água no Camboja e que sua história foi amplamente divulgada pela mídia coreana. O embaixador também afirma que casos como esse são “a melhor evidência do sucesso do Ciência sem Fronteiras” e que, como representante do governo coreano, orgulha-se dos resultado na Coreia desse relevante programa de cooperação educacional.

Gabriela Dequech Machado
Estagiária na Diretoria-Geral de Comunicação
gabriela.dequech@grad.ufsc.br  / 3721-9319

Conheça João Oscar do Espírito Santo, chefe da Divisão de Assistência ao Usuário

27/11/2013 16:52

“Com a leitura, as pessoas conseguem enxergar novos horizontes e ter uma maior compreensão do mundo”, diz João Oscar do Espírito Santo, chefe da Divisão de Atendimento ao Usuário (DAU) da Biblioteca Universitária (BU). “Além disso, a pessoa consegue compreender melhor o outro, mesmo que o outro não a compreenda”. João trabalha na Biblioteca da UFSC há 32 anos. Foi lá que se sentiu “convidado” a viver no mundo da leitura, descobriu clássicos da literatura e o prazer de “se encontrar” na área profissional.

O bibliotecário nasceu em Florianópolis e teve uma infância “mais arregada”, como diz, com um inconfundível sotaque local. Jogava bola, ia a praia e tomava banho em rio. Decidiu trabalhar na UFSC por influência do irmão, que era servidor na época. Fez o teste de datilografia e, em dezembro de 1981, começou a desdobrar as fichas do setor de processamento técnico da Biblioteca. João acompanhou a expansão e a evolução da BU. Acredita que, em termos de tecnologia, existiram duas fases distintas para o setor. “Em 30 anos aconteceu uma revolução aqui em termos de autonomia para o usuário”, explica. Como exemplos, ele cita o scanner – onde os usuários digitalizam seus documentos por conta própria – e o balcão de autoempréstimo.

João, 32 anos de Biblioteca Universitária
Foto: Gabriela Dequech – AI/GR

Ele ainda lembra o tempo em que a rampa de acesso ficava do lado de fora da construção e o curso de Biblioteconomia, que hoje está localizado no Centro de Ciências da Educação (CED), era localizado dentro do prédio da Biblioteca. João, que é graduado em Biblioteconomia, conta que chegou a frequentar cinco semestres de Geografia antes de trocar de curso. Ele afirma que gostava de estudar Ciências Naturais, mas, como já estava trabalhando na BU, passou a se interessar mais pelos processos da Ciência da Informação. “A Biblioteca é um centro de documentação, onde fica armazenada toda a produção de conhecimento da UFSC”, explica. “É o cérebro da Universidade”.

Morador da Cachoeira do Bom Jesus, João ainda gosta de frequentar a praia. Jogar frescobol e mergulhar estão entre suas atividades preferidas. Casado, tem uma filha de 23 anos e possui sete cachorros. A filha cursa Veterinária e ele acredita que a vivência com os animais de estimação talvez a tenha influenciado na escolha da profissão.

Durante 18 anos, João foi responsável por receber os jornais e revistas do Setor de Periódicos da Biblioteca e, há seis, é chefe da Divisão de Assistência ao Usuário (DAU). Gosta de observar a movimentação dentro da Biblioteca, conhecer as pessoas e trocar informações. Não por acaso, é um apaixonado por leitura, e os livros que retratem o cotidiano e a vida das pessoas de forma simples são seus preferidos. Para ele, os mais marcantes foram “O conto da ilha desconhecida”, de José Saramago, “O alienista”, de Machado de Assis e “O estrangeiro”, de Albert Camus.

Representante da equipe da DAU, ouve e conversa com os usuários dos serviços da Biblioteca e ajuda a desenvolver produtos, sempre visando aumentar a autonomia do usuário. João brinca que é quase um ombudsman da Divisão. Nunca pensou em atuar em outro setor da Universidade. “Trabalhar na Biblioteca é uma dádiva”, diz. “Quem trabalha aqui não tem do que reclamar, do ponto de vista da autonomia e do conhecimento também”.

Gabriela Dequech Machado
Estagiária na Assessoria de Imprensa do Gabinete da Reitoria – UFSC
(48) 3721-4558

Conheça Bernadete Quadro Duarte, diretora do Departamento de Desenvolvimento de Pessoas

12/11/2013 15:12

“Manezinha” de Florianópolis, nascida na Maternidade Carmela Dutra, a Diretora do Departamento de Desenvolvimento de Pessoas (DDP), da Secretaria de Gestão de Pessoas (Segesp), acredita que sua vida a levou pelos caminhos certos. Bernadete Quadro Duarte iniciou a carreira trabalhando com construção civil, mas encontrou sua paixão na área de Recursos Humanos. Desde 2004, é servidora da UFSC, onde se formou em Administração e cursou especialização em Gestão de Pessoas.

Bernadete fez curso técnico em Edificações e trabalhou por dez anos em uma empresa de engenharia, onde elaborava projetos estruturais. Chegou o momento em que descobriu que não estava satisfeita com a profissão. “Eu não gostava mais do que eu fazia e comecei a sofrer com isso”, conta. Foi então que a diretora iniciou a graduação em Administração e, por acaso, prestou concurso da UFSC. “Eu não esperava conseguir passar, fiz pensando em treinar para os próximos concursos”, explica.

Bernadete Quadro Duarte, diretora do Departamento de Desenvolvimento de Pessoas
Foto: Gabriela Dequech – AI/ GR

Mesmo assim, a administradora passou no concurso. Também por acaso, foi lotada no setor de Recursos Humanos da Universidade. “Fiquei muito feliz!”, exclama. “Era exatamente a área que eu estava me identificado durante a graduação”.  Bernadete foi lotada no antigo Departamento de Potencialização de Pessoas, onde trabalhou com análise de progressões funcionais.

Depois de certo tempo, foi convidada a trabalhar na Coordenadoria de Pagamento de Pessoal. Admite que, a princípio, não se sentia confortável nessa área. Quando resolveu aceitar o desafio, descobriu mais uma paixão. “Gostei muito de atuar na folha de pagamento, deu muito certo”, afirma. Por isso, a diretora sempre diz que é preciso se permitir conhecer atividades novas, antes de decidir se gosta ou não delas.

Casada há 28 anos, a administradora tem duas filhas, Camila e Mônica. A família gosta de passar os finais de semana na praia. Tentam também fazer viagens, todos juntos. “Mas é difícil conciliar as agendas”, explica a Diretora. A última viagem feita em família foi para o Rio de Janeiro, onde passaram duas semanas conhecendo a cidade. Bernadete também adora ler, mas confessa que, desde que assumiu o Departamento, não tem conseguido se concentrar nos romances.

À frente do Departamento de Desenvolvimento de Pessoas (DDP) desde junho do ano passado, ela afirma que todos os dias encontra situações novas, mas que os desafios a deixam satisfeita. “Eu entrei com o sentimento de ajudar a melhorar cada vez mais a Universidade”. A diretora costuma brincar que, em sua vida, as coisas aconteceram “exatamente como não tinha planejado”.

Gabriela Dequech Machado
Estagiária na Assessoria de Imprensa do Gabinete da Reitoria – UFSC
imprensa.gr@contato.ufsc.br /Telefone: 3721-4558

Conheça Rosemar da Silva, coordenadora de apoio administrativo da Secult

22/10/2013 13:09

Formada em Pedagogia e com duas especializações na área, hoje Rosemar da Silva cursa mestrado em Administração Universitária. Ela acredita que uma pessoa deve seguir vários caminhos ao longo da vida e manter diversas áreas de interesse. Apaixonada por musicais, aprendeu a tocar violão, mas se arrepende de não ter desenvolvido também a habilidade de tocar piano. Na Secretaria de Cultura (Secult), trabalha como coordenadora de apoio administrativo e se encanta com os projetos que são desenvolvidos na comunidade universitária.

Rosemar da Silva começou a trabalhar na Universidade em 1985, como pedagoga, no antigo jardim de infância da Associação de Servidores da UFSC, hoje Centro de Educação Infantil Flor do Campus. Lá permaneceu por cinco anos, até ser transferida para a Pró-Reitoria de Graduação (Prograd), onde passou a exercer função administrativa e foi se distanciando da área da pedagogia. Rosemar diverte-se ao lembrar que nessa época – início dos anos 90 –, foram implantados os computadores, hoje tão comuns no nosso dia a dia. “Era a grande novidade entre os trabalhadores”, conta rindo.

Rosemar da Silva, coordenadora de apoio administrativo.
Foto: Gabriela Dequech – AI/GR

Florianopolitana, casada e apaixonada por literatura, nos últimos meses, a coordenadora não tem tido tempo para ler romances, pois está focada em terminar o mestrado e as leituras são todas relacionadas ao curso. Em novembro, participará do XIII Colóquio Internacional sobre Gestão Universitária nas Américas, em Buenos Aires.  A cidade ela já conhece, pois comemorou o aniversário de 15 anos da filha Elisa por lá. “É uma cidade linda”, diz.

Hoje com 20 anos, Elisa cursa Ciências da Computação na UFSC. Orgulhosa, a mãe conta que ela passou no Vestibular com apenas 16 anos. Rosemar acredita que a formação em Pedagogia ajudou muito na criação da jovem. “Fiquei com um campo de visão maior, embora seja natural os pais errarem”, reflete. Em fevereiro, as duas vão viajar para a Europa e conhecer seis países: Portugal, Espanha, Itália, França, Suíça e Inglaterra. “Vamos fazer um apanhado geral”, brinca a pedagoga.

A coordenadora começou a trabalhar em setores ligados à cultura em 2004, na então Pró-Reitoria de Cultura e Extensão. Em 2008, houve a desvinculação das duas áreas e foi criada a Secretaria de Cultura e Arte, que, em 2012, deu origem à Secretaria de Cultura (Secult). A secretaria tem como objetivo ampliar o espaço de cultura da Universidade e fornecer estrutura para que a arte e a cultura alcancem as unidades de ensino. “Afinal, o aluno é a alma da Universidade”, afirma Rosemar da Silva. “Qualquer área acadêmica pode ser trabalhada dentro das artes e da cultura”.

Gabriela Dequech Machado
Estagiária na Assessoria de Imprensa do Gabinete da Reitoria

Conheça Liliane Régis, responsável pela coordenadoria de administração da TV UFSC

08/10/2013 17:23

Depois de trabalhar em diversos setores do Hospital Universitário (HU), ajudar na implantação da Ouvidoria e coordenar a TV UFSC, é com tristeza que Liliane Régis começa a se despedir da Universidade. Após 30 anos de trabalho como técnica-administrativa, afirma estar com a sensação de “dever cumprido” e começa a criar diferentes planos para o futuro. Entre esses projetos, estão conhecer a cidade de Nova York, passar mais tempo com sua mãe e quem sabe até fazer um curso de Gastronomia.

Liliane Régis ainda lembra, “como se fosse ontem”, de seu primeiro dia na Universidade. Ela conta que ficou muito decepcionada por ter sido designada para trabalhar na ala pediátrica do HU. “Uma coisa que eu sempre falava era que eu nunca ia querer trabalhar na área da saúde, pois fico muito sensibilizada”, explica. Liliane então pediu para mudar de setor e, no mesmo dia, foi transferida para a área de manutenção do HU. Dentro do Hospital, também trabalhou no setor de Serviços Sociais. “Lá foi onde eu me encaixei, adoro resolver as coisas e também gosto muito de trabalhar com o público”.

Liliane Régis, responsável pela coordenadoria de administração da TV UFSC.
Foto: Gabriela Dequech – AI/GR

Outro local onde Liliane pôde atender à comunidade foi na Ouvidoria. A servidora participou da implantação desse setor e diz que ainda se orgulha quando passa pelo hall da Reitoria. “É legal pegar as coisas começando do zero”, comenta. “Até hoje é bom passar ali na frente e ver que as coisas que eu ajudei a implantar ainda estão ali”.

Um momento inesquecível dentro da Universidade foi seu primeiro salário. Ela conta que foi direto para o supermercado quando recebeu o contracheque, encheu um carrinho de compras e levou para casa. Liliane sempre morou com a mãe, Ivonete, e explica que foi muito gratificante poder retribuir de alguma forma a criação que recebeu. “Os pais nos dão tudo e a gente tem que saber colaborar”, afirma.

A coordenadora tem muito respeito e carinho por Ivonete, e costuma dizer que ela é seu “porto seguro”. É também muito grata ao Núcleo de Estudos da Terceira Idade (NETI), pois diz que o órgão foi responsável por uma “transformação completa” na vida da mãe, que, durante uma época, sofria com muitas dores no corpo e desânimo, mas hoje é uma idosa ativa, que gosta de viajar e vive na cozinha preparando comidas saborosas.

Liliane também gosta de cozinhar e adora quando sobra tempo para cuidar do jardim de sua casa. Às vezes, pensa em começar um curso de gastronomia, mas, devido à facilidade de trabalhar com o público, imagina que se identificaria mais com o curso de jornalismo. A servidora conta que, na TV UFSC, participa de alguns programas e ajuda na produção. “Lá a gente veste a camisa e faz de tudo um pouco”, ri. Ela diz que, caso trabalhasse na área, gostaria mesmo de fazer parte dos “bastidores”, da produção.

Liliane se orgulha de ver a TV UFSC como está hoje, com equipamentos de ponta e funcionários especializados na área, e enxerga o local como um laboratório, principalmente para os estudantes da Universidade. Divertida, a coordenadora criou a “Quarta-feira da pipoca” na TV UFSC e, em casa, tem um espaço equipado com videoquê, só para receber os amigos. Ela acredita que é possível fazer grandes amizades no local de trabalho e garante que suas melhores lembranças da Universidade são das pessoas que conheceu.

Gabriela Dequech Machado
Estagiária na Assessoria de Imprensa do Gabinete da Reitoria
imprensa.gr@contato.ufsc.br / 3721-4558

Conheça Nina Schier, coordenadora do NETI

30/09/2013 15:31

Doutora em enfermagem, Jordelina Schier, conhecida por todos como Nina, é a atual coordenadora do NETI (Núcleo de Estudos da Terceira Idade). Por 21 anos, ela trabalhou como enfermeira no Hospital Universitário (HU), local onde começou a sentir a necessidade de aprender mais sobre a área de educação permanente para idosos e de enfermagem gerontológica.

Nina conta que sempre atuou no setor de internação de clínica médica, onde a maioria dos internados tem mais de 60 anos. Além disso, foi criada em uma família formada por avós, bisavós, tios-avós…, todos muito presentes no seu dia a dia. Ela explica que desde cedo aprendeu que, além de todo respeito que se deve ter pelo idoso, também chega um dado momento em que é preciso ajudar essa pessoa de alguma forma.

Foi então que a enfermeira, que já era especialista em Saúde Pública, se viu instigada a cursar especialização em Gerontologia e depois mestrado e doutorado voltados para o cuidado com o idoso. Já desde o início da carreira na UFSC, Nina se envolveu com o NETI. No começo, como professora convidada em algumas aulas da disciplina “Noções de Saúde”, depois como professora regular dessa matéria (que integra o curso de Formação de Monitores da Ação Gerontológica, oferecido pelo Núcleo) e hoje como coordenadora do NETI.

Nina Schier, coordenadora do NETI
Foto: Gabriela Dequech – AI/GR

Apaixonada pelo seu trabalho, Nina diz que não se imagina em outra profissão, mas faz um alerta: “Quando a gente investe apenas na carreira, corre o risco de se aposentar e ficar sem rumo”. Por isso, a coordenadora faz questão de investir nos relacionamentos e na saúde.

Casada há 30 anos, Nina conta que o marido participa de sua vida em todos os momentos. “Ele vem aqui [no NETI], conhece as voluntárias e elas até o chamam de ‘nosso marido’”, ela ri. Nina cuida da saúde com atividades físicas, dieta saudável e evitando o estresse. “Eu não abro meu e-mail no fim de semana”, brinca.

O NETI, fundado há 31 anos e vinculado à Pró-Reitoria de Extensão (PROEX), é considerado o maior e mais antigo projeto de extensão da UFSC. De acordo com a enfermeira Nina Schier, ele tem papel fundamental na sociedade, pois, além de produzir conhecimentos para a gerontologia, contribui diretamente para a mudança de mitos e preconceitos relacionados à velhice.

“As pessoas que vêm para o núcleo quebram esse paradigma da sociedade, que vê a velhice como o fim da vida”, explica a coordenadora. “Elas vêm, se apropriam do conhecimento e voltam para a rua, para fazer o que têm vontade, independente do conceito que a sociedade tenha sobre o que é ser velho”.

Gabriela Dequech Machado
Estagiária na Assessoria de Imprensa do Gabinete da Reitoria
Contato: imprensa.gr@contato.ufsc.br / 3721-9319 

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