-
Moção de repúdio de professores às ações violentas contra a comunidade acadêmica da UFSC
Florianópolis, 1º de abril de 2014.
MOÇÃO DE REPÚDIO ÀS AÇÕES VIOLENTAS
CONTRA A COMUNIDADE ACADÊMICA DA UFSCOs professores e professoras do Centro de Filosofia e Ciências Humanas (CFH), do Centro de Comunicação e Expressão (CCE), do Centro de Educação (CED) e de outros Centros, abaixo assinados, vêm a público repudiar as ações violentas da Polícia Federal e da Polícia Militar no Campus da UFSC, que agrediram estudantes, professores e servidores e, sobretudo, feriram a autonomia universitária e os valores educacionais que regem a formação de nosso alunato, pautados no respeito, no diálogo, na ética e na cidadania.
Causa indignação e também estranheza a ocorrência de tais ações na UFSC, uma instituição que tem se destacado como uma das melhores universidades do país e do exterior. De acordo com o Ranking Mundial promovido pelo Conselho Superior de Investigações Científicas, ela ocupa um honroso terceiro lugar em produção científica, sendo antecedida apenas pela USP e pela UFRGS. Segundo o Ranking Web of Universities, a UFSC ocupa a quarta posição entre as universidades da América Latina. Fundada em 1960, esta instituição, considerada por várias instâncias avaliadoras a melhor do Estado de Santa Catarina, tem se expandido incansavelmente, abrigando hoje um contingente formado por cerca de 43.000 alunos matriculados em 105 cursos de graduação e 156 de pós-graduação. Os/as docentes que atuam nesses cursos são em sua maioria doutores/as e trabalham em regime de dedicação exclusiva, liderando núcleos e grupos de pesquisa. Em 2013, dos 56 programas de Pós-Graduação da UFSC avaliados pela Capes, 17 alcançaram as notas mais altas (6 e 7) concedidas pela agência, referendando os cursos como de excelência internacional. Dois desses programas de pós-graduação estão no CFH. No último quadriênio, a UFSC diplomou 14.588 profissionais graduados e 10.824 pós-graduados, atingindo a marca recorde de 25.412 diplomados. A isso se soma a colaboração de 3.075 técnicos-administrativos.
Esses números refletem claramente o compromisso desta instituição com uma política de expansão e de qualidade do ensino público superior, favorecendo a inclusão e a permanência dos estudantes através da garantia de bolsas de estudo, da definição clara de Programas de Ações Afirmativas, bem como do funcionamento da Biblioteca Universitária, do RU e do HU. Além desses números favoráveis, a existência de 317 acordos da UFSC com universidades e instituições de pesquisa de diferentes países, sinaliza o lugar de destaque que ela ocupa também no cenário internacional. Essa trajetória exemplar, marcada por sólido e sistemático empenho em busca de um ensino de excelência, nos orgulha e estimula em nossas atividades de ensino, pesquisa e extensão universitária.
Também manifestamos nossa estranheza diante do modo como a imagem da UFSC e os episódios desencadeados pela intransigente e violenta ação da Polícia Federal, com o apoio da Polícia Militar, têm sido insidiosamente distorcidos pelos órgãos de imprensa locais. Esses parecem desconhecer não apenas a qualidade do trabalho acadêmico, mas também o impacto educacional, social e econômico altamente positivo da UFSC, que deveria ser tratada com o devido respeito, como um patrimônio do Estado de Santa Catarina.
Reconhecemos que, assim como qualquer outro local do país, os vários campi da UFSC estão sujeitos aos conflitos e tensões típicos do crescimento urbano e dos espaços democráticos nos quais a diversidade de opiniões e os movimentos sociais se expressam e convivem num clima de liberdade. No entanto, entendemos que as intervenções policiais devem passar pela apreciação e anuência da Reitoria. Consideramos fundamental o respeito à autonomia universitária e à legitimidade de suas instâncias de decisão.
Atualmente, a UFSC é liderada por duas professoras/pesquisadoras que foram eleitas democraticamente pela comunidade acadêmica, cujas trajetórias refletem o comprometimento com a seriedade e a qualidade dessa instituição. Externamos confiança em nossas colegas e repudiamos as infâmias veiculadas na imprensa, muitas das quais colocam em dúvida suas competências por serem mulheres.
Assim, os professores e professoras do CFH, do CCE, do CED e de outros Centros, abaixo assinados, manifestam seu repúdio à violência empreendida pela Polícia Federal e Polícia Militar no Campus da UFSC, entendendo que esta se coaduna com reiteradas ações de criminalização dos movimentos sociais, e reforçam sua solidariedade aos/às professores/as por ela atingidos/as, especialmente Paulo Pinheiro Machado e Sônia Weidner Maluf, Diretor e Vice-Diretora do Centro de Filosofia e Ciências Humanas, aos estudantes que foram presos, aos servidores que buscaram uma solução negociada, aos feridos e à sua administração central, que legitimamente representa a comunidade universitária. É inaceitável qualquer forma de violência, ainda mais em um espaço público e vocacionado para a educação como é o Campus da UFSC!
Adair Bonini (Depto. de Línguas e Literatura Vernáculas/PPGL/CCE)
Adriano Henrique Nuernberg (Depto. de Psicologia/PPG em Psicologia/CFH)
Alberto Groisman (Depto. de Antropologia/PPGAS/CFH)
Alessandro Pinzani (Depto. de Filosofia/PPG em Filosofia/CFH)
Alexandre Bergamo (Depto. de Sociologia e Ciência Política/PPGSP/CFH)
Continue a leitura » » -
TV UFSC destaca manifestação a favor de vice-diretora do CFH
Centenas de pessoas reuniram-se no hall do Centro de Filosofia e Ciências Humanas na segunda-feira, 31 de março, para manifestar solidariedade à vice-diretora do CFH, professora Sônia Maluf, acusada de ter instigado os alunos a ficarem contra a polícia.
A manifestação foi acompanhada pela equipe da TV UFSC. Veja no boletim Universidade Já a entrevista com a professora:
-
Proad informa prorrogação do inventário de patrimônio da UFSC até 10 de abril
A Pró-Reitoria de Administração informou que os setores da UFSC têm até o dia 10 de abril para fazer o inventário de patrimônio, que passa a ser anual e atende exigência do Tribunal de Contas da União (TCU).
Após cada setor realizar seu inventário, a UFSC tem até maio para apresentar o relatório ao TCU.
Confira reportagem da TV UFSC:
-
Conselho Universitário aprova por unanimidade Relatório de Gestão da UFSC
O Conselho Universitário (CUn) aprovou, por unanimidade, em reunião extraordinária realizada na manhã desta segunda-feira , 31 de março, o Relatório de Gestão da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) referente ao exercício de 2013. O documento foi encaminhado ao Tribunal de Contas da União (TCU) e à Controladoria Geral da União (CGU), órgãos responsáveis pelo controle interno do Poder Executivo da União.
O parecer sobre a prestação de contas da Universidade, elaborado pelo conselheiro Valdir Rosa Correia, diretor do Centro de Ciências Físicas e Matemáticas (CFM), fundamenta-se na análise do Relatório e em auditorias internas. De acordo com o texto, “os resultados da Auditoria Interna e as análises do presente Relatório de Prestação Anual de Contas da UFSC, exaustivamente analisados pela Auditoria Interna e pelo Conselho de Curadores da UFSC, bem como indicações, sugestões e recomendações apontadas em seus Relatos, servem para a Administração da UFSC aprimorar ações futuras a fim de avançar no tocante à transparência administrativa na Instituição objetivo desta Administração”.
Identificação dos Atributos das Unidades cujas Gestões Compõem o Relatório, Governança e Autocontrole da Gestão, Planejamento e Resultados Alcançados, Gestão de Pessoas, Gestão do Patrimônio Mobiliário e Imobiliário, Informações Contábeis e Indicadores de Desempenho são alguns dos aspectos contemplados pelo Relatório, organizado em 15 tópicos.
Após essa deliberação, os conselheiros receberam os estudantes Lígia Miranda e Luiz Medeiros, do curso de Odontologia, para apresentação de reivindicações. Os estudantes de Odontologia estavam no Hall da reitoria em uma manifestação pacífica. A reitora Roselane Neckel se comprometeu a viabilizar as ações necessárias para a solução de problemas emergenciais do Curso e promover uma apuração para identificar o porquê de alguns encaminhamentos firmados em 2013 ainda não terem sido cumpridos.
Moção de Repúdio
A reitora Roselane Neckel fez um informe geral à plenária sobre o fato ocorrido no campus de Florianópolis no dia 25 de março. Conselheiros solicitaram a palavra para manifestar apoio à instituição e repúdio aos atos de violência desencadeados pela ação da Polícia Federal no local conhecido como Bosque do CFH. O diretor do Centro de Filosofia e Ciências Humanas (CFH), Paulo Pinheiro, agradeceu as mensagens de solidariedade que tem recebido e convidou a todos para uma reflexão em que sugeriu ser este um momento de união na Universidade, independentemente dos diferentes projetos políticos existentes.
Uma moção de repúdio assinada por mais de 100 professores pesquisadores do CFH, do Centro de Ciências da Educação (CED) e do Centro de Comunicação e Expressão (CCE) da UFSC foi lida durante a sessão. O Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (ANDES- SN) também se posicionou por meio de nota apresentada aos membros do CUn.
Confira notas de apoio à UFSC divulgadas por outras entidades aqui.
Bruna Bertoldi Gonçalves/Jornalista / Diretoria-Geral de Comunicação / UFSC

-
Em defesa da verdade e a favor da ética no jornalismo
Ao longo dos últimos 21 meses, a gestão liderada pelas professoras Roselane Neckel e Lúcia Helena Martins Pacheco tem desenvolvido um trabalho que conseguiu manter e/ou melhorar todos os indicadores da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), a qual permanece entre as dez melhores do Brasil: manteve a média de captação com projetos de mais de R$ 300 milhões/ano; ampliou o número de grupos de pesquisa certificados no CNPq atualizados de 263 para 587; investiu R$ 66.310.763,57 em obras entre o final de 2013 e o começo de 2014; ampliou a quantidade e os valores das bolsas para estudantes; melhorou as condições nos campi de Araranguá, Curitibanos e Joinville; implantou o campus de Blumenau, com mais 500 vagas em áreas estratégicas para o país, como Engenharia de Materiais e Engenharia Têxtil; pela primeira vez, contratou projetos com a previsão de pagamento de prêmios pelo uso da tecnologia desenvolvida; contratou 848 professores e servidores técnico-administrativos; captou mais de R$ 10,5 milhões, o maior valor desde a criação do edital CT-Infra/FINEP voltado ao financiamento de laboratórios de pesquisa, e regulamentou a contratação de projetos com recursos do governo federal, o que vai possibilitar uma captação média de mais de R$ 30 milhões para aplicação em pesquisa, inovação e manutenção de laboratórios. Estas são apenas algumas das conquistas obtidas em apenas 21 meses de gestão.
Apesar dessas realizações relevantes e inegáveis, diante do episódio lamentável vivido em 25 de março de 2014 no campus de Florianópolis, o grupo RIC preferiu, em editorial, desferir ataques sérios à reitora da Universidade Federal de Santa Catarina. Levantou acusações sem provas, demonstrando desconhecimento do que acontece na UFSC, questionou uma reitora eleita pela maioria da comunidade universitária e nada falou sobre a desastrada operação policial que, em nome de uma investigação contra o tráfico de drogas, prendeu um único usuário que portava três cigarros de maconha. O exagero da operação foi tão evidente que especialistas ouvidos pelas próprias empresas de comunicação criticaram a sua eficácia, inclusive ao vivo nas redes de televisão locais.
O editorial do Grupo RIC tampouco fez jornalismo com seriedade e apurou os fatos, desconhecendo que, graças a um convênio firmado pelas atuais reitoras, a UFSC é responsável por um programa o qual, em parceria com o Ministério da Justiça, está formando mais de 80 mil pessoas para o combate ao uso abusivo de drogas. Nega-se a compreender que era obrigação das reitoras questionar a eficiência e a eficácia daquele tipo de operação policial em um ambiente de ensino e se contrapor a acusações gravíssimas feitas contra a comunidade universitária, tachada como “um antro de criminosos”. O Grupo RIC, incapaz de autocrítica, desconheceu que o próprio Sindicato dos Jornalistas de Santa Catarina e a Federação Nacional dos Jornalistas condenaram a cobertura do episódio feita por alguns veículos de comunicação, que distorceram a realidade dos fatos.
O mais grave é que o editorial do Grupo RIC também ignorou a avaliação que os próprios jornalistas da empresa têm publicado e defendido, quando conseguem, numa análise técnica, fazer a distinção entre uma investigação policial adequada e a operação de guerra totalmente incompatível com os pífios resultados obtidos, desproporcionais para uma operação que colocou em risco a vida dos envolvidos e toda a investigação policial realizada ao longo dos últimos anos. Além disso, o Grupo RIC, ao defender uma visão repressiva contra usuários de drogas, desconsiderou as recomendações de especialistas em segurança pública, dos profissionais que atuam no combate abusivo ao uso de drogas e das diversas entidades que já se manifestaram a favor da UFSC e contra a violência do ato praticado dia 25 de março, a começar pela presidente da Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa do Estado de Santa Catarina, Luciane Carminatti, que acompanhou a operação policial no local.
O Grupo RIC, uma vez mais desconhecendo as rotinas mais elementares dentro dos campi universitários, não diz que a ocupação da Reitoria por estudantes não é uma novidade nem na UFSC, nem em Santa Catarina, muito menos no Brasil. Não diz que, zelosas de suas funções, as reitoras Roselane Neckel e Lúcia Helena Martins Pacheco lideraram todo o processo de negociação que culminou com a bem-sucedida saída dos estudantes da Reitoria na última sexta-feira, conseguindo reduzir os conflitos e tensionamentos, e que, mesmo com a greve dos servidores técnico-administrativos em Educação, a UFSC não parou durante os três dias da ocupação. Se, por um lado, a empresa se sentiu no direito de perguntar “quem manda na UFSC?”, sentimo-nos na obrigação de questionar por que a RIC, ao se manifestar editorialmente, ignorou princípios básicos inerentes ao jornalismo ético, de qualidade e pautado pela defesa do estado democrático, pelo compromisso com a sociedade e pelo respeito aos dirigentes das demais instituições sociais como a Universidade. Afinal, a quem interessa um jornalismo de campanha que ignora os fatos da realidade? Trata-se de mais um exemplo de que os meios de comunicação, por serem instituições essenciais para a democracia, não podem ficar ao livre-arbítrio de interesses privados e devem ser pautados pela defesa do interesse público.
-
Deputada Estadual defende UFSC em pronunciamento na Alesc
A deputada estadual Luciane Carminatti, presidente da Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa de Santa Catarina (Alesc) manifestou seu apoio à Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) durante sessão legislativa nesta quarta-feira, dia 26, para relatar os acontecimentos da tarde da última terça-feira no bosque do Centro de Filosofia e Ciências Humanas (CFH).
Veja abaixo o vídeo com o pronunciamento da deputada.
-
Telejornal universitário mostra cenas do confronto do dia 25
Reportagem apresentada no TJ UFSC, telejornal diário produzido pelos alunos do curso de Jornalismo da UFSC, mostra tentativa de negociação de representantes da Universidade junto à Polícia Federal (PF), antes do início do confronto de terça-feira (25).
-
Nota de Repúdio
Hoje, 25 de março, a comunidade da Universidade Federal de Santa Catarina foi vítima de uma ação violenta e desnecessária, comandada por Delegados da Polícia Federal, ferindo profundamente a autonomia universitária e os direitos humanos e qualquer protocolo que regule as relações entre as instituições neste país.
A partir do momento em que fomos informadas, por terceiros, sobre a ação da PF, suspendemos a reunião que estava em andamento com o comando de Greve local dos Técnicos Administrativos em Educação e imediatamente telefonamos para o Superintendente da Polícia Federal em exercício, Paulo Cassiano Junior, para solicitar esclarecimentos sobre a ação que estava sendo realizada. Nunca fomos informadas sobre a realização desse procedimento. Lembramos ao Delegado que em todos os contatos com a Polícia Federal sempre foi solicitado que quaisquer ações de repressão violenta ao tráfico de drogas fossem realizadas fora das áreas da Universidade.
Segundo relatos que nos foram feitos por telefone a imagem era de terror. Antes mesmo de quaisquer conflitos existirem já estavam presentes um grande efetivo, a tropa de choque, armas de bala de borracha e cachorros.Um efetivo pronto para o conflito, foi isso que encontraram os que foram até o local, inclusive representantes da Reitoria.Tentamos incansavelmente negociar com o Superintendente em exercício. A intransigência era clara e foi percebida por todos os presentes.
Foram agredidos muitos estudantes, técnicos administrativos e professores. Estavam presentes vários membros da Administração da Universidade. A Direção do Centro de Filosofia e Ciências Humanas acompanhou todos os momentos. O Diretor do CFH, Paulo Pinheiro Machado, foi agredido. Estavam presentes também o Chefe de Gabinete da Reitoria, Carlos Vieira, o Procurador Chefe, Cesar Azambuja e outros Secretários e Diretores da Administração Central. Toda a comunidade e autoridades universitárias foram profundamente desrespeitadas.
Em vários momentos já destacamos que agir dessa forma dentro do campus poderia colocar em risco a vida das pessoas. As crianças saiam do Núcleo de Desenvolvimento (NDI) e entraram em pânico no momento em que as bombas de gás começaram a ser lançadas. O cenário rememorava os períodos vividos nos mais violentos regimes de exceção.
Enquanto os relatos chegavam ao Gabinete, estávamos em constante contato com a Secretaria de Relações Institucionais, com o Ministério da Justiça e a Secretaria de Direitos Humanos em Brasília, solicitando uma mediação desses órgãos para que não ocorresse um previsível desfecho violento.
Reafirmamos nosso total repúdio ao lamentável episódio vivido hoje pela Comunidade Universitária. E reiteramos que, em nenhum momento, solicitamos ou fomos previamente informadas dessa ação.
Por que tanta truculência, intransigência e obstinação em levar adiante uma situação que já se anunciava como tragédia, enquanto outros caminhos mais lúcidos e racionais foram apresentados, os quais seriam dignos de uma autoridade de Estado?
Nos comprometemos a tomar as medidas cabíveis para preservar a UFSC e defender todos os que foram vítimas desse ato de violência.
Florianópolis, 25 de março de 2014.
Roselane Neckel e Lúcia Helena Martins Pacheco
-
Conheça Pedro Teixeira, o estudante da UFSC que se destacou na Coréia do Sul

Estudante da UFSC, Pedro Teixeira, ganha notoriedade durante intercâmbio na Coréia do Sul
Foto: Gabriela Dequech – DGC/UFSCO estudante de Química da UFSC, Pedro Rolan Teixeira, acabou de voltar da Coreia do Sul, onde passou um ano como bolsista do programa Ciência sem Fronteiras, e já está se preparando para voltar. O aluno, que desenvolveu um purificador de água portátil usando uma impressora 3D, recebeu elogios do embaixador da Coreia e um convite: realizar o mestrado no país. Agora, Pedro se prepara para terminar a graduação na UFSC e, em 2015, pretende retornar a estudar no país asiático.
Pedro conta que sempre quis fazer intercâmbio, mas imaginava que seria muito difícil financeiramente. Foi quando um amigo que participou do Ciência sem Fronteiras na Alemanha o convenceu a se candidatar para participar do programa. “Quando eu me inscrevi para o programa, ele ainda não era tão famoso quanto é hoje, eu não sabia que ele existia”, afirma.
O aluno escolheu a Coreia do Sul pensando justamente nas oportunidades de estágio, mas faz questão de dizer que a experiência com o purificador de água foi “pura sorte”. Antes de viajar, Pedro trabalhava com química analítica, em um laboratório na UFSC, onde analisava conteúdo orgânico em águas para a PETROBRAS. Na Coreia, seu primeiro estágio foi em uma empresa, onde trabalhou com polímeros. “Não tinha nada a ver com água e nem com o purificador!”, ele ri.
O professor orientador do estágio na empresa tinha um projeto voltado para ações sociais no Camboja. Pedro explica que, na Coreia, existem diversos projetos sociais e que o país é empenhado em ajudar e contribuir com os países menos desenvolvidos. Assim o aluno foi convidado a participar da equipe que desenvolveu o purificador. No final do projeto, o grupo passou duas semanas no Camboja experimentando o produto.

Pedro Teixeira com o professor Shin Kwan Woo, a pesquisadora coreana Jihey Kim e as alunas Tel Tailos, Keo Raksmey e Chhay Kunthea
Foto: Arquivo pessoalPara o estudante, a experiência no país asiático foi surpreendente. Fazendo uma pesquisa de mercado para o primeiro estágio, Pedro descobriu que a Coreia do Sul é líder na área de química e, há cerca de dois anos, ultrapassou o Brasil em produtos químicos. “As empresas são muito fortes e o curso de química é muito valorizado lá”, comenta. Como exemplo, ele conta que na Coreia do Sul é necessário cursar Química antes de cursar Farmácia e também que, quando o aluno conclui o curso de Química, está apto a ingressar no curso de Medicina.
Filho de embaixador, Pedro já havia morado em Singapura durante quatro anos na adolescência, então, em termos culturais, as surpresas não foram tão grandes. “As carnes e frutas lá na Coreia são muito caras, então a alimentação é bem diferente da nossa”, comenta. Além disso, Pedro elogia a organização do Ciência sem Fronteiras no país. “Com certeza, me ajudou muito na hora de conseguir os estágios e vai marcar minha vida profissional”.
O embaixador coreano Koo Bon-Woo, em carta para a Reitora da UFSC, destacou que o trabalho de Pedro ajudou a solucionar o grave problema de poluição da água no Camboja e que sua história foi amplamente divulgada pela mídia coreana. O embaixador também afirma que casos como esse são “a melhor evidência do sucesso do Ciência sem Fronteiras” e que, como representante do governo coreano, orgulha-se dos resultado na Coreia desse relevante programa de cooperação educacional.
Gabriela Dequech Machado
Estagiária na Diretoria-Geral de Comunicação
gabriela.dequech@grad.ufsc.br / 3721-9319 -
Vestibular 2014: UFSC divulga 3ª chamada e remanejados para primeiro semestre
O Departamento de Administração Escolar (DAE) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) divulgou o edital nº 5 referente à 3ª chamada de calouros remanejados 2014 e doedital nº 6 referente à 3ª chamada de calouros 2014. As matrículas devem ser feitas de 24 a 28 de março, das 8h às 12h e das 14h às 18h, junto à coordenadoria do respectivo curso no campus que irão frequentar.
Candidatos cotistas do campus de Florianópolis, da categoria PAA – Escola Pública – Renda até 1,5 salário mínimo – Outros e PAA – Escola Pública – Renda até 1,5 salário mínimo – PPI (Pretos, Pardos e Indígenas) deverão apresentar-se no dia 26 de março, das das 8h às 12h e das 14h às 18h, à comissão de validação instalada na Pró-Reitoria de Graduação (Prograd), no prédio da Reitoria.
Edital nº 5 – 3ª chamada de calouros remanejados 2014
Edital nº 6 – 3ª chamada de calouros 2014
Mais informações no DAE – (48) 3721-9331/3721-6553/3721-6554